quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O parto

Fizemos os ajustes de horário na medicação anticoagulante. Agora era só questão de esperar chegar sexta a noite para irmos nos internar.

O hospital que iriamos seria o hospital em que estivemos em 2015... Quando engravidei a primeira vez e fui para emergência com sangramento.. onde a plantonista me atendeu no corredor do hospital e disse que eu estava abortando, sem estar. Tentei não pensar muito nisso. Torcer que não entrasse em trabalho de parto inesperadamente e tivesse que ser atendida por plantonista. Torcer que tudo fosse programadinho seguindo os conformes onde iriamos direto para ala de internamento para partos eletivos.

Sexta a tarde o hospital me telefona para confirmar o horário do parto e dar algumas instruções. Perguntaram se eu já tinha autorizado a guia de internação do parto. Eu disse que não, pois a obstetra tinha dito que isso a gente autorizava lá na hora. Massss o hospital mandou que eu levasse a guia já autorizada. Então eu tive que sair sexta a tarde, nas vésperas, para resolver isso. Por sorte, consegui resolver em apenas 30 min. Ser prioritária e estar com um barrigão de nove meses ajuda muito nessas horas.

A tarde terminei os últimos ajustes na mala da maternidade e, por volta de meia noite, partimos para fazer o internamento.

Me orientaram a ir diretamente para o setor de internamento, no 2º andar. Assim fizemos e por volta de uma e meia da manhã finalmente estávamos no quarto. Me entregaram um sabonete e disseram para tomar um banho do pescoço para baixo com ele, estar pronta as 6h da manhã.

Acordei as 5h, banhei, troquei de roupa para a batinha do hospital e fiquei aguardando. Estava marcado para as 7h, mas o tempo foi passando e nada... Ficamos assistindo o Chaves. 

A obstetra deu uma passada no quarto para avisar que tudo estava atrasado. Não havia sala livre.

Depois o anestesista também deu uma passada no quarto para fazer aquela entrevista pre anestésica onde ele pergunta o histórico médico e etc. Aproveitei para perguntar se a raqui era parecido com aquele exame que faz para meningite. Ele disse que a agulha da raqui era menor. Então, fiquei mais tranquila.  

Quando deu 9h, finalmente fui levada para o setor cirúrgico.

Na entrada do centro cirúrgico me pediram uns papeis do meu pre natal. Marido teve que retornar ao quarto para buscar. Enquanto aguardava liberarem a sala de cirurgia e o meu marido voltar, fiquei deitada na maca no corredor em frente as salas.

Fiquei observando outros casais. Havia um pai acompanhando uma fotografa. Fiquei lembrando que eu queria ter contratado uma fotografa para o parto, mas que devido ao estresse das ultimas semanas, acabei nem indo atrás disso. Bateu um pouquinho de tristeza. Meu marido estava demorando muito a retornar e eu comecei a ficar preocupada se ele chegaria a tempo. Será que ele havia desistido de assistir ao parto?

No corredor, estava a obstetra, a neonatologista, o anestesista e outro médico que não sei o que era. 

Não lembro quem conversou comigo, foi mais de uma pessoa que me perguntou várias coisas a respeito da gravidez e do meu histórico médico. Por força do hábito quando me perguntaram se era meu primeiro filho, eu disse "sim" (geralmente, eu evito falar do guerreirinho para não gerar perguntas chatas). Mas depois perguntaram se eu já havia tido alguma perda gestacional e eu também disse "sim". A pessoa imediatamente me corrigiu "então essa é a sua segunda gravidez. Seu segundo filho." Achei uma ironia da vida, a unica ocasião que alguém reconheceu a existência do guerreirinho e que eu já fui mãe antes, foi na porta da sala de parto da maternidade no final de outra gravidez. 

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::O PARTO::

Para aplicar a anestesia eu precisava ficar curvada. Tentei o máximo que conseguia... A obstetra tentou ajudar e me abraçou para tentar forçar que eu me curvasse mais. Mas logo ela percebeu que era uma missão impossível, a barriga não permitia que me curvasse mais do que já estava curvada. 

Enfim aplicaram a anestesia, doeu um pouco. Mas realmente nem se compara a dor do exame para meningite que eu fiz na adolescência. Doeu muito menos e foi bem rápido.

Pouco depois meu marido apareceu. E o anestesista colocou ele sentado numa cadeira perto de mim.

Lembro de estar conversando com o anestesista, eu estava sentindo eles mexerem na minha barriga, mas eu jurava que eles ainda estavam ajeitando para começar tudo... Lembro de perguntar para ele se ele tinha certeza que a anestesia estava fazendo mesmo efeito... Não demorou cinco minutos e escuto a obstetra falando "nasceu".

Não consegui acreditar. Como assim "nasceu"??? A gente ainda nem começou...

Me mostraram o Gabriel. Uma lagrima solitária caiu do meu olho.

Colocaram ele pertinho de mim. Bateram fotos. Massss de repente eu comecei a sentir falta de ar. Não conseguia respirar. Tiraram ele. Eu melhorei, colocaram novamente. A falta de ar voltou... Tiraram ele. O anestesista disse que estava dando uma medicação para enjoo. A falta de ar era enjoo, era efeito da anestesia. 

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Obs. Post liberado em atraso, referente à Setembro 2018
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10 comentários:

  1. Parabéns! Deus abençoe toda a familia!

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  2. Parabéns, que deus abençoe vocês :) .

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  3. Parabéns! Que Jesus abençoe vc e toda a sua família. Que o Gabriel tenha muita saúde, luz e paz e ilumine toda a sua família! Que lindeza! Fiquei muito feliz pelo nascimento dele.
    Beijos
    Ptt (FIV - Amadurecimento da Alma)
    http://fivamadurecimentodaalma.blogspot.com/?m=1

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  4. Que lindo! Parabéns!!! Muita saúde para o Gabriel! Enfim, seu bebê chegou. Muito feliz por vc e por ter acompanhado tudo isso! S2
    Beijos

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