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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Alimentação para TPM

Abaixo a TPM! Aprenda como a alimentação pode aliviar os sintomas do ciclo menstrual

Leia mais: http://extra.globo.com/mulher/corpo/abaixo-tpm-aprenda-como-alimentacao-pode-aliviar-os-sintomas-do-ciclo-menstrual-4513590.html#ixzz3TXYV8v1N


ulheres são uma caixinha de surpresas. As repentinas oscilações de humor acompanhadas de mudanças de comportamento são características femininas tão comuns, que já viraram até letra de música e poesia: quem não se lembra da canção “Mulher de fases”, da banda Raimundos, e dos versinhos de Cecília Meireles em “Lua adversa”? O fato é que o ciclo menstrual é composto de três fases (folicular, ovulação e luteínica) e, por causa delas, ocorre uma intensa variação hormonal, que provoca instabilidade emocional e culmina na tão famosa e temida TPM (Tensão Pré-Menstrual):
— Ao longo do ciclo, há uma flutuação dos níveis dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) e também dos neurotransmissores(como a serotonina), que são os grandes responsáveis pelos desequilíbrios na TPM. Mas esses sintomas podem ser minimizados com uma alimentação adequada e exercícios físicos — explica o endocrinologista Tércio Rocha.
Para você ficar bem-humorada e disposta durante todo o mês (e ainda espantar a TPM), a Toda Extra dá dicas de alimentos que conseguem otimizar cada etapa do ciclo menstrual.

Período 1° ao 7° dia

Sintomas: Durante a menstruação, há baixas concentrações de estrogênio e progesterona. Nessa fase, a maioria das mulheres costuma sofrer com cólicas, que são provocadas por contrações uterinas para eliminar o sangue menstrual. Mas fique alerta: dor muito forte e persistente pode ser sinal de doença: “Existem patologias, como endometriose e miomatose uterina, que provocam cólicas menstruais e precisam de tratamento médico”, explica a ginecologista Simone Nogueira, da Clínica Dale, em Botafogo.

Alimentos indicados para esse período: Durante a menstruação (início do ciclo), a mulher fica sensível e indisposta. Por isso, deve consumir alimentos ricos em ômega 3 (presente em peixes como sardinha, atum e salmão), que fortalece o sistema imunológico, aumenta a capacidade de concentração e neutraliza o estresse. Também devem ingerir alimentos fontes de ferro como brócolis, espinafre e beterraba. Como a pele fica mais opaca nessa fase, aposte na linhaça, que possui muitas fibras e é rica em ômega 3 e 6. Isso ajuda a deixar a pele e os cabelos mais bonitos.

O que fazer: Beba muita água para hidratar o organismo e invista em atividades aeróbicas moderadas, como caminhada e hidroginástica, que melhoram a disposição.

O que evitar: Não consuma alimentos que retardam o trânsito abdominal ou que provoquem fermentação, como produtos refinados (farinha de trigo branca, açúcar, etc.) e laticínios (leites, queijos e outros derivados). Não se automedique. Em caso de cólicas, consulte um ginecologista, pois somente ele pode indicar o tratamento adequado.

Comportamento: A mulher fica mais sensível e, por conta, do sangramento, algumas se queixam de sonolência e cansaço.

Período 8° ao 17º

Sintomas: Nesta fase, os níveis de estrogênio aumentam até atingir um pico, por volta do 14° dia. Esta é a fase da ovulação, em que a mulher engravida com facilidade. Não há sintomas nesse período, embora as mulheres se sintam mais dispostas fisicamente e com mais energia.

Alimentos indicados para esse período: Na ovulação, é hora de cuidar da alimentação e fortalecer as defesas do organismo. A pele fica mais viçosa, não há inchaço corporal e as mulheres se sentem mais ativas. Por isso, invista em hortaliças que contenham magnésio, como rúcula e couve. Este mineral ajuda a manter o bom funcionamento dos músculos, dos nervos e da densidade óssea. Frutas vermelhas (como morango, framboesa etc) também são ótimas para esse período, pois são fontes de vitaminas A e C e têm função antioxidante. Consuma sempre carboidratos complexos, como massas e arroz integral e também cereais. Esses alimentos ajudam no equilíbrio hormonal e liberam energia por mais tempo. Também auxiliam a diminuir a compulsão por comida.

O que fazer: Assim como na fase menstrual, é importante beber bastante água e fazer atividades físicas. As mulheres também devem alimentar-se adequadamente a cada três horas, mantendo a glicemia (nível de açúcar no sangue) regulada e com energia ao longo do dia.

O que evitar: Alimentos industrializados, açúcar e bebidas alcoólicas.

Comportamento: Nesse período, em que há concentração de estrogênio, a mulher fica mais bem- humorada, comunicativa e pouco propensa a rompantes emocionais. O apetite sexual também fica muito acentuado. Os sentidos estão ampliados, incluindo o paladar.

Período 18° ao 28°

Sintomas: Essa é a fase luteínica, que ocorre após a ovulação. Nela, a produção de estrogênio decai e o nível de progesterona aumenta muito. A missão desse hormônio é justamente preparar o útero para receber um possível embrião. Se não houver fecundação, o útero expulsará seu revestimento, através da menstruação. É nessa fase que ocorre a TPM, que deixa as mulheres com dor de cabeça, inchaço e com compulsão por doces.

Alimentos indicados para esse período: Essa é a fase da TPM. Como nesse período a retenção de líquido se acentua, a mulher deve investir em alimentos diuréticos como abacaxi, chá verde, melancia, limão etc. Além de auxiliarem na digestão, eles diminuem o inchaço corporal. Os chás amargos (de boldo, carqueja ou alcachofa) também são ótimas opções para essa fase pois promovem a desintoxicação e o bom funcionamento do fígado. E o chocolate amargo (com 70% de cacau e sem lactose) é um aliado das mulheres na TPM: “O chocolate estimula a liberação de serotonina, que promove a sensação de bem-estar”, explica o nutricionista Fábio Bicalho. Mas não exagere: 30g diárias da guloseima já são suficientes”.

O que fazer: Aposte em atividades físicas como musculação, corrida e natação. “Esportes alteram o ritmo cardiorrespiratório e melhoram a oxigenação do cérebro. Isso favorece não só a produção como também o equilíbrio hormonal. Também estimula a liberação de endorfina, que é um neurotransmissor que produz sensação de bem-estar”, explica o endocrinologista Tércio Rocha.

O que evitar: Evite carne vermelha, sal e comidas gordurosas. O açúcar também deve ser cortado, pois embora libere endorfina, rapidamente o efeito passa, gerando um feito rebote, que deixa a pessoa mais irritadiça.

Comportamento: Nessa fase, há uma queda no nível de serotonina (neurotransmissor que provoca sensação de bem-estar e felicidade). Por essa razão, as mulheres ficam irritadiças, mal humoradas, agressivas e emocionalmente instáveis.

Como lidar com a TPM:

Diagnóstico: Existe um exame de saliva capaz de identificar quais tipos de hormônios oscilam durante o ciclo menstrual e quais são responsáveis pelos desequilíbrios da TPM: "Basta só coletar um pouquinho de saliva. É um exame bem simples, mas que diagnostica os hormônios causadores do descalibramento emocional", explica o endocrinologista Tércio Rocha.

Ajuda psicológica: Muitas mulheres utilizam a TPM como desculpa para justificar todos os seus problemas. E também se aproveitam da fase para hostilizar as pessoas à sua volta: “Há mulheres que têm problemas emocionais de verdade e aproveitam a TPM para descontar as frustrações nos outros. Isso é errado. Quem sofre de constante oscilação de humor e de comportamento deve fazer exames hormonais para descobrir a origem do problema. Se nada for diagnosticado, é importante buscar um acompanhamento psicológico”, explica a psicóloga Andreia Calçada.

Como evitar a discórdia: “A maioria das mulheres tem crises de raiva durante a TPM. Mas isso não é razão para ofender o chefe, brigar com o marido ou gritar com a empregada: "Se a mulher sabe que está na TPM, deve avisar às outras pessoas que está impaciente e de mau humor. O diálogo franco é a chave para evitar conflitos”, garante a psicóloga Andreia Calçada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

7 sinais de desequilíbrio hormonal

retirado de: http://www.outramedicina.com/1361/7-sinais-de-desequilibrio-hormonal

Ao ouvir falar em desequilíbrio hormonal, o que vem a sua mente​? Se a resposta for as mudanças que ocorrem na menopausa e na gravidez, vale a pena rever alguns conceitos. A primeira coisa a se ter em mente, é que alterações hormonais nos acompanham durante toda a vida e não são sinônimo de problemas.

Contudo, às vezes estas alterações podem se transformar em desequilíbrios por uma série de fatores: o estresse (um dos principais causadores do desequilíbrio), excesso de toxinas no corpo por conta de uma alimentação inadequada e cheia de alimentos industrializados, adoçados e açucarados; poluição; uso de medicamentos e outros.

Para ajudar a identificar possíveis sinais de desequilíbrio hormonal, listamos 7 sintomas que podem ser usados de alerta e ajudar a decidir se é preciso buscar ajuda profissional.

Perda de massa magra

Após os 35 a 40 anos, a nossa tendência é começar a perder massa magra (ou seja músculos), o que vai ficando mais acentuado após os 50. Contudo, uma perda de massa magra antes desta idade ou mesmo depois, especialmente se você se exercita regularmente, pode ser um sinal de que seu sistema endócrino está sob forte estresse e pode estar produzindo menos de alguns tipos de hormônio e demais de outros - como por exemplo o cortisol, um sinal de fadiga adrenal.

Se a perda de massa magra estiver combinada com o ganho de gordura abdominal, especialmente na barriga, pode ser um sintoma de desequilíbrio hormonal.

Ganho de peso constante

Você se exercita com regularidade, come de forma saudável mas o peso parece aumentar progressivamente. Pode ser sinal de que os hormônios estão desbalanceados: alimentação com muitos alimentos refinados, doces e comidas prontas podem mostrar uma resistência a insulina (que leva a diabetes) e desequilibra o sistema hormonal.

Cansaço que não passa

Se você sente uma fadiga extrema, sem motivo aparente, que transforma as tarefas do dia a dia em um suplício, vale a pena dar atenção a este sintoma. Não é normal sentir cansaço constante, as vezes junto com uma espécie de névoa mental que dificulta a tomada de decisões e atrasa as coisas a fazer. Observe seus hormônios e nível de açúcar no sangue!

Libido em baixa

Sua cara metade vem reclamando do seu desinteresse na cama e você realmente vem sentindo uma perda de desejo sexual mesmo sem problemas no relacionamento​? Junto com outros sintomas, pode ser sinal sim de desequilíbrio hormonal. Não negligencie!

Ansiedade aflitiva

Nada de diferente aconteceu na sua vida mas a ansiedade anda alta, você se pega criando cenários terríveis na sua cabeça, sempre acha que algo terrível aconteceu ou vai acontecer, as vezes sente uma depressão tomando conta. A causa pode ser hormonal, não espere piorar, faça um check up.

Insônia

Você sempre dormiu bem mas de uns tempos para cá as noites tem sido um inferno, pois na hora que deita o sono não vem - ou você dorme facilmente mas acorda pouco tempo depois e não consegue mais voltar a dormir. Se não existe um fato real que pode estar causando a insônia (como um problema, estresse no trabalho, uma decisão importante), pode ser o desequilíbrio hormonal se manifestando.


Fissuras alimentares

De repente você não consegue mais viver sem chocolate, uma taça de vinho, o salgadinho predileto. Cuidado, as fissuras alimentares são sinais de que o corpo não está recebendo todos os nutrientes que precisa ou que os hormônios estão em desequilíbrio. Diminua os açúcares, bebidas estimulantes, álcool e se observe.

Todos os sinais acima podem ser sintomas de outros problemas, mas se você perceber que tem mais de um de forma recorrente, vale a pena cuidar melhor da alimentação e ir investigar possiveis desequilíbrios hormonais.

sábado, 6 de dezembro de 2014

A rotina do pré-natal: o que esperar

Quantas consultas de pré-natal terei ao longo da gravidez?

Em geral, a grávida tem uma consulta a cada quatro semanas (uma por mês), até por volta de 34 semanas, quando começa a ir ao médico com mais frequência. Depois de 36 semanas, as consultas costumam ser a cada duas semanas, depois semanais, a partir de 38 semanas.

Depois das 40 semanas, as consultas podem acontecer a cada dois ou três dias.

O Ministério da Saúde considera seis consultas o número mínimo para um pré-natal saudável. Mas, seguindo o esquema acima, você pode ter bem mais que isso, de 10 a 15 consultas.

O que vai acontecer nas consultas de pré-natal?

A consulta é a chance de você tirar suas dúvidas com o médico, portanto não se esqueça de levá-las anotadas. Normalmente nas consultas o médico faz o seguinte:

· Mede sua pressão arterial e verifica seus outros sinais vitais (coração, pulmões)

· Pesa você

· Ausculta o coração do bebê com um aparelhinho especial (a partir de 14 semanas)

· Mede a sua barriga com uma fita métrica, para verificar a altura uterina

· Faz exame de toque para ver se há dilatação (somente nas últimas semanas da gravidez)

· Pede exames e analisa os resultados

· Conversa com você, dá orientações e esclarece suas dúvidas

Alguns obstetras particulares possuem aparelho de ultrassom no consultório e mostram o bebê em todas as consultas. 

Pelo serviço público, pode haver atividades e bate-papo com uma enfermeira e outras grávidas na sala de espera ou algum outro espaço destinado a encontros de grupo.


Quantos ultrassons vou fazer?

O número de ultrassonografias ao longo da gravidez varia muito. Mas as ecografias mais frequentes são:

· Logo depois de descobrir a gravidez, até 10-13 semanas, para confirmar o tempo de gestação, ter certeza de que o bebê está se desenvolvendo no lugar certo e detectar gestações múltiplas. (Opcional)

· Translucência nucal, que é um ultrassom realizado entre 11 e 13 semanas para medir uma dobra específica na nuca do bebê, em busca de sinais de problemas genéticos como a síndrome de Down.

· Ultrassom para descobrir o sexo, a partir de 16 semanas. (Opcional)

· Morfológico, que é um ultrassom detalhado para verificar o desenvolvimento dos órgãos do bebê e a posição da placenta.

· Ultrassom para verificar o tamanho do bebê, sua posição, a quantidade de líquido amniótico e a posição da placenta, nas últimas semanas de gravidez.

· Ultrassom para verificar o o comprimento do colo do útero, em caso de suspeita de risco de parto prematuro.

· Ultrassom 3-D e 4-D, caso haja suspeita de alguma má-formação ou só para deixar a mãe contente de ver o bebê com mais detalhes.
E exames de sangue?

Na primeira consulta o médico deve pedir vários exames de sangue de rotina, para verificar qual é seu tipo de sangue (Rh positivo ou Rh negativo), ver se há anemia e detectar anticorpos para sífilis, hepatite B, rubéola, toxoplasmose e a presença do vírus HIV.

Também pode pedir a dosagem do beta-hCG.

A partir de 8 semanas já é possível fazer um exame de sangue de sexagem fetal, que revela o sexo do bebê, mas o objetivo é apenas matar a curiosidade dos pais, portanto você vai ter de pagar (e muito) do seu bolso.

Existe um exame de sangue que a partir de 10 semanas consegue detectar, além do sexo, outros problemas genéticos, principalmente a síndrome de Down eliminando em caso de negativo a necessidade de exames invasivos.

Esse exame é caro e ainda não é coberto pela maior parte dos planos de saúde. Como alternativa, há um exame de sangue que mede certos marcadores bioquímicos e que, através de uma combinação matemática com a translucência nucal, indica se há possibilidade maior de haver alguma síndrome. Em caso positivo, são indicados os exames invasivos. 

Entre 20 e 24 semanas, você vai fazer novos exames de sangue para ver se há diabete gestacional. O procedimento mais comum é verificar a metabolização do açúcar. Você faz um exame de glicemia em jejum, depois bebe um líquido doce e, duas horas depois, repete o exame.

Quais são os exames invasivos e para que servem?

Quando há algum motivo para desconfiar de problemas genéticos no bebê, como uma alteração nas medidas da dobra da nuca ou em marcadores bioquímicos, um exame não-invasivo positivo, ou a idade avançada da mãe, é possível retirar células fetais de dentro da barriga, através de uma agulha, para fazer uma análise genética e confirmar a presença ou ausência de eventuais síndromes.

Esses exames são a biópsia do vilo corial, a amniocentese e a cordocentese. São invasivos porque exigem a retirada de material do útero, e têm um pequeno risco de infecção e aborto. Por isso, só costumam ser realizados em caso de forte suspeita.

A escolha entre os três tipos depende da fase da gestação em que o exame será realizado.

Os exames invasivos fazem a análise direta do material genético do feto, portanto são definitivos no diagnóstico (não há falso positivo nem falso negativo). O sexo também é revelado.

O médico também pediu exame de urina. Por quê?

Durante a gravidez, é muito comum ter infecções urinárias, mesmo sem sintomas. Elas precisam ser tratadas para não prejudicar o andamento da gestação. Por isso o médico pode pedir exames de urina.

Em geral se pede um exame de urina na primeira consulta do pré-natal.

Na segunda metade da gravidez, o exame de urina serve para ajudar no diagnóstico de preeclâmpsia ao detectar a proteinúria.

Há mais algum tipo diferente de exame?

Sim, há mais dois tipos de exame, pelo menos, que você provavelmente vai fazer. Um deles é o teste para detectar o estreptococo B. É um exame simples, feito próximo das 36 semanas, em que se passa uma espécie de cotonete na região da vagina.

Já a cardiotocografia detecta os batimentos cardíacos do bebê e ao mesmo tempo as suas contrações, e é feita perto da hora do parto ou quando há risco de parto prematuro. É apenas um cinto colocado em torno da sua barriga.

A frequência de todos esses exames e a realização de alguns outros dependerá da situação de cada gravidez, que só o médico poderá decidir, com base na conversa que terá com você, no exame clínico e no resultado dos exames.