terça-feira, 21 de maio de 2019

Evolução do Beta hcg - segundinho

Fiz o 1º Beta hcg no dia 09.05.19, era uma quarta feira. Dizem que o beta precisa dobrar a cada 48h, mas também dizem que a partir de uma determinada quantidade, ele demora mais tempo para dobrar (72-96 horas). 

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Lógico que com os resultados em mãos, joguei em vários sites de calculadora de hcg pra saber em quanto tempo estava dobrando...

Gravidez segundinho 
Resultado (09.05.19)(34dc): Beta hcg 901.9
Resultado (11.05.19)(36dc): Beta hcg 2095.3
Resultado (18.05.19)(43dc): Beta hcg 14779.1

Um dos sites que visitei, foi:

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Resultado (09.05.19)(34dc): Beta hcg 901.9
Resultado (11.05.19)(36dc): Beta hcg 2095.3

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Resultado (11.05.19)(36dc): Beta hcg 2095.3
Resultado (18.05.19)(43dc): Beta hcg 14779.1

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Comparando com a outra gravidez:

Resultado (03.01.18)(36dc): Beta hcg 2023.8
Resultado (08.01.18)(41dc): Beta hcg 11884.1

Resultado (09.05.19)(34dc): Beta hcg 901.9

Resultado (11.05.19)(36dc): Beta hcg 2095.3
Resultado (18.05.19)(43dc): Beta hcg 14779.1


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Obs. Post liberado em atraso, referente a Maio 2019
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sábado, 18 de maio de 2019

Surpresas da vida


Muitos posts eu ainda preciso escrever sobre todo turbilhão de novidades que é a vida com um bebê. Masssss como a vida é assim, no meio do caminho surgiu outra novidade que precisa de um post mais urgente kkkkkk

Não lembro se contei que durante a gravidez do Gabriel, eu tive um dente trincado. Fui ao dentista, fiz o que dava para fazer para ajeitar. Mas a carie era muito profunda... Quando Gabriel nasceu, poucos meses depois, comecei a sofrer de uma dor horrível no dente. Voltei ao dentista, infelizmente já não dava para fazer canal, o caso era de extração mesmo. Assim fizemos.

Resolvi fazer o implante no dente que perdi. Eis que por vários imprevistos o implante acabou ficando para a segunda, depois do dia das mães.

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Depois do parto, meu ciclo que antes era costumeiro chegar lá pro dia 35dc estava chegando com 29 dias, 30 dias... E eu estava no dia 32dc e nada... Pisca alerta ligou. Também estava me achando mais gorda do que de costume. Minha barriga imensa (não era possível que fosse só gordura, eu nem estava comendo tanto assim). Resolvi esperar até o 34dc para v.

Nada. Implante chegando. RED nada. Resolvi fazer logo um teste para saber logo o que acontecia, afinal só tinha duas respostas possíveis, positivo ou negativo. Era melhor saber logo.

Sabe aquele negocio de esperar para fazer no primeiro xixi da manhã ou pelo menos segurar o xixi por 4 horas? Não teve nada disso. Comprei o teste, cheguei em casa e já fui logo fazer. Positivo de cara. O primeiro pensamento que me veio a cabeça foi “já era o implante!” kkkkkk Também comecei a imaginar tendo que explicar ao dentista que estava grávida novamente.

Meu marido tinha saído para academia. Quando ele chegou, eu disse que ele ia precisar ficar com o Gabriel no dia seguinte, pois eu precisava ir fazer um exame. Ele perguntou que exame. Aí mostrei o teste de farmácia. A cara foi de choque.

“sério??? Já???”

A gente queria ter outro filho. Inclusive estávamos tentando... Mas quem iria imaginar que aconteceria tão rápido?!

Agora vejam como a vida é cheia de surpresas. Eu não consegui acompanhar o período fértil (para variar). Tivemos relações apenas duas vezes durante este mês de Abril. Nos sites de calculadora de gravidez, olhando em retrocesso, vi que coincidentemente uma dessas vezes caiu exatamente no dia em que eu deveria estar ovulando, e a outra vez foi três dias antes. Por tanto, pode ter sido tanto essa primeira quanto essa segunda relação.

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Gabriel tem 8 meses. E acaba de ser promovido a “irmão mais velho”.







Vem segundinho: de volta as tentativas

Gabriel nasceu no início de Setembro. Meu ciclo voltou em Novembro. Sabe como é. A vontade de ter dois filhos... Ninguém sabia QUANDO e SE iria acontecer um milagre novamente. Então resolvemos voltar a tentar.

Conversei com a obstetra que disse que a partir de 3 meses após o parto, eu já estava liberada para retornar as tentativas. E se em um ano nada acontecesse, voltasse lá para pensar sobre uma possível indução.

O plano era voltar a tomar as vitaminas tanto eu quanto marido e começar a acompanhar o período fértil com testes de ovulação.  Mas sabe como é, rotina com bebê... Cadê o tempo? Não tem. Os meses passando e nunca lembrava de ir comprar essas vitaminas.

Os testes de ovulação só consegui fazer um mês, março. Nem sempre também conseguíamos manter uma rotina de relações. Mas estávamos curtindo nosso bebê, então sem estresse.


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Obs. Post liberado em atraso, referente a:
 Novembro, Dezembro 2018  
Janeiro, Fevereiro, Março 2019
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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Gêmeos?

Dias atrás estava falando com uma conhecida cuja mãe é gêmea sobre a possibilidade dela ter filhos gêmeos... Achei o assunto interessante e fui pesquisar mais a respeito.

Encontrei uma reportagem que achei interessante.
Título: Casos de gêmeos duplicam no mundo –

Já sabia que as técnicas de inseminação assistida têm contribuído muito para a maior incidência de gêmeos, uma vez que geralmente são implantados mais de um embrião para aumentar as chances de sucesso. Descobri que além do “Histórico familiar”, há outros fatores envolvidos. Como por exemplo:

- Idade da gestante
- Índice de massa corporal
- Uso de anticoncepcional
- Ovários policísticos
- Altura da gestante
- Consumo de leite


Segue um resuminho da reportagem:

- Idade da gestante

Mulheres após os 35 anos que engravidam espontaneamente possuem mais chances de terem gêmeos.

Explicação: Em uma mulher mais velha, o estímulo para ovular precisa ser maior. 


- Índice de massa corporal

Mulheres que apresentam um índice de massa corporal mais alto (acima de 30) também podem ter mais chances de gerar filhos gêmeos.

Explicação:  Uma hipótese considerada pelos médicos é a de que mulheres obesas converteriam mais hormônios na gordura

- Uso de anticoncepcional

Após a interrupção do uso de pílula anticoncepcional, também haveria maior probabilidade de gestação gemelar.

Explicação: o estímulo para ovular precisa ser maior. 

- Ovários policísticos

Mulheres que sofrem da síndrome do ovário policístico, uma disfunção hormonal que provoca irregularidades e falhas no ciclo menstrual, podem, eventualmente, produzir mais óvulos em um determinado ciclo.

O fenômeno poderia ocorrer, especialmente, no caso de mulheres que, em função da doença, precisam tomar medicamentos indutores de ovulação.

Explicação: irregularidade hormonal

- Altura da gestante

Mulheres mais altas também podem ter mais chances de engravidar de gêmeos.

Explicação: O motivo seria o aumento da proteína IGF. Há uma relação entre a maior quantidade dessa substância no sangue e uma maior sensibilidade dos ovários ao FSH, o hormônio folículo-estimulante.

- Consumo de leite

Mulheres que consomem produtos de origem animal, especialmente laticínios, são cinco vezes mais propensas a ter gêmeos, se comparadas àquelas que fazem uma dieta vegana (sem produtos de origem animal).

Explicação: A explicação também passa pelo aumento do IGF: a proteína é encontrada no leite de vaca e em outros produtos animais.


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Nebulização :: Você está fazendo certo? - parte 2

Quem tem criança em casa sabe que nessa época do ano é muito comum que as doenças respiratórias ataquem os pequenos, não é verdade ? 

Com isso vem as prescrições de nebulização, seja com a famosa dupla Berotec e Atrovent ou com os corticóides, como por exemplo o Clenil A e o Pulmicort. .


O que você talvez não saiba é que o tipo de nebulizador que você vai usar depende também do medicamento prescrito. .


No mercado temos nebulizadores de ar comprimido e o nebulizador ultrassônico. .
O nebulizador de ar comprimido pode ser utilizado com todos os medicamentos, porém isso não serve para o ultrassônico. 


Quando a nebulização de corticoides é realizada no nebulizador ultrassônico a eficácia do medicamento é diminuída, visto que suas partículas acabam não chegando aos pulmões..
Pode haver também o comprometimento do aparelho, devido ao tamanho da partícula de alguns desses medicamentos. . 


Isso não significa que os nebulizadores ultrassônicos não tenham suas vantagens. Quando comparados aos de ar comprimido, os nebulizadores ultrassônicos fazem menos barulho e permitem a utilização em diversas posições. .


O importante é que você fique atento ao tipo de medicação que foi prescrito..
Sempre que apresentar alguma dúvida converse com o seu médico. .

retirado de:
 @dicas_pediatria.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Nebulização :: Você está fazendo certo? - parte 1




Por certo, ou não entenderam o que significa frio, ou se assustaram por estar fazendo tudo errado, TODO ESSE TEMPO, sem ninguém explicar direito.

Vejamos: normalmente, há aquele costume de comprar o soro fisiológico, em recipientes de 250 ou 500 ml, e deixar por milênios na geladeira.

Primeiro de tudo, depois de aberto, nenhum soro deve ser usado por mais de 15 dias.
A contaminação bacteriana ou fúngica É CERTA após esse período.

Segundo, se você retira o soro da geladeira, coloca os 3 ou 4 ml no copinho e inicia PRONTAMENTE a nebulização, você está nebulizando o seu filho com soro FRIO/GELADO, pelo menos uns 10 graus de temperatura.

Então, esse soro, não somente poderá aumentar a congestão nasal dele, bem como desencadear um broncoespasmo leve nos mais suscetíveis, como os portadores de alergia respiratória ou hiperreatividade das vias aéreas.

Aí o menino já está com cansaço e você colocando lenha na 🔥!

Então, no mínimo, você deveria colocar a quantidade do soro no copinho do nebulizador e pelo menos esperar até que fique na temperatura ambiente, se você mora em um lugar mais quente.

Se você mora em um lugar frio ou o inverno estiver deixando sua casa parecendo uma caverna, aqueça um tempinho no microondas, em recipiente de vidro, não para ficar quente, mas pelo menos morno.

Outra dica: prefira comprar flaconetes de 10 ml de soro, porque aí você nem precisa colocar nada na geladeira.
Aqueça o flaconete esfregando um pouco nas mãos e seja feliz!

quinta-feira, 28 de março de 2019

O que descobri quando meu arco-íris chegou

Achei essa postagem no grupo do facebook: SobreViver: Apoio à Perda Gestacional ou do Recém-Nascido, que conta mais ou menos qual é a sensação que sinto em relação a essa gravidez e a perda do guerreirinho.

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O que descobri quando meu arco-íris chegou


Autoria: Taiane Solin - mãe da Ana, que partiu em 2013, e do Lorenzo, que tem 1 ano e meio



Imagem: Mulher grávida segurando arco-íris nas mãos, UA-pro / Shutterstock

Há 3 anos eu carregava uma dor imensa no peito. Uma saudade que tinha nome, sobrenome, algumas toalhas bordadas, mas que o cheiro, o rosto e a voz só existiam nos meus sonhos. Como minha menina foi esperada. Desde muito antes de engravidar, ainda na adolescência eu já sabia: Eu vou ter uma menina, que vai se chamar Ana Luiza. Quantas e quantas noites eu acordei de madrugada após sonhar com ela. Sonhos tão reais que seriam para sempre só sonhos. A Ana Luiza partiu com mais ou menos 15 semanas por um aborto mega traumático, com requintes de abandono, e violências obstétricas que me fazem suar frio só de me lembrar, mas que, independentemente de como o processo todo da perda se deu, ela foi embora e deixou no meu peito um vazio enorme, recheado com saudade dos sonhos que nunca vivemos, sentimento de injustiça e revolta.

Desde que a perdi escutei sistematicamente e de várias pessoas que, quando eu tivesse outro filho, eu esqueceria tudo o que me aconteceu. Em 2016, com faculdade concluída, num relacionamento muito bacana com um cara que acolheu a memória da minha filha como se fosse filha dele, eu já não aguentava mais carregar o pesado “colo vazio” e resolvi seguir o conselho das pessoas e “engravidar de uma vez”.

Para nossa surpresa tudo foi muito rápido. Enquanto com a Ana foram quase um ano de tentativas, na segunda gravidez foi no terceiro mês.

Mas, já de cara, percebi que as coisas não seriam tão fáceis. Junto com a alegria da notícia, me veio um sentimento que foi persistente por toda a gestação: o pânico. Todos os dias eu acordava em dúvida se meu bebê estava vivo, se estava bem e se assim permaneceria até o final do dia. Ao me deitar na cama, pensava que dormindo os medos desapareceriam, mas ele voltava em forma de sonhos e eu tive incontáveis pesadelos perdendo a nova gestação. Acordava aos prantos, com uma angústia sem fim.

Para me distrair, me cerquei de amigos e de familiares que não compartilhavam dos meus medos. Achava que, assim, eu não ficaria pensando nos riscos, e não alimentaria minha angústia. No entanto eu sabia e sentia que, por mais que eles quisessem me animar e me deixar bem, eles jamais entenderiam o que eu estava sentindo. E o fato deles minimizarem este sentimento, ou tentarem racionalizar meus medos, me deixava sentindo-me solitária e louca. De alguns até ouvi que meu filho precisava que eu pensasse positivo e fizesse tudo certo para que ele chegasse bem, mas qual garantia eu teria ao fazer isso que tudo daria certo? Enquanto eu esperava a Ana eu fiz tudo certo e jamais pensei que poderia perdê-la, e ela se foi.

A gestação pós-perda nos traz bem rente à pele um sentimento que já era conhecido ao perdermos nossos bebês. Por mais que tenhamos cuidado, façamos o nosso melhor e tomemos as melhores decisões, a realidade é categórica: Não possuímos o controle de absolutamente nada. A vulnerabilidade e o medo não são sentimentos facilmente maleáveis. Senti na pele o quanto a gestação do arco-íris foi muito mais difícil do que eu jamais imaginei.

Tive, então, a oportunidade de ter como companhia valiosa, no meu processo de gravidez pós-perda, outras mães de colo vazio do Sobreviver, além de acompanhamento psicológico ostensivo e um companheiro que diante do meu sentimento de vulnerabilidade dizia sempre: “Não importa o que aconteça, eu vou estar do seu lado.” Incrível como o fato de não estar sozinho torna nossa realidade mais leve.

Eram tantos sentimentos que me invadiam dia-a-dia, e tão difíceis de lidar. Uma hora era o medo de fazer enxoval e o bebê não chegar e eu precisar, de novo, me desfazer de tudo com meu peito sangrando. Outra, a sensação de estar traindo a memória da minha filha “colocando outro bebê no lugar dela”. Minutos depois a paranoia de medir pressão, glicemia, peso, ficar atenta se o bebê se mexe, se a calcinha está seca, se o corrimento está normal. Lembro-me que passei 9 meses tendo dores de cabeça diárias, mas sem contar para ninguém por medo que me dessem um remédio e ele fizesse mal para o bebê. E tudo isso intercalado por uma culpa enorme por não me sentir amando meu arco-íris, também tão querido e esperado, o suficiente. Eu não entendia que todo este meu medo era zelo por ele. Medo que ele fosse embora, de no final não o ter aqui comigo. O desejo de tê-lo em meus braços era tão grande que eu achava que morreria se ele não chegasse. Que sentimento poderia ser este senão o amor de mãe? E só eu sei quantas lágrimas foram vertidas até que eu pudesse perceber que minha realidade materna EM NADA se assemelharia à realidade das mulheres que nunca perderam seus filhos antes. E como poderia ser diferente, não é mesmo?

Apenas com 27 semanas, uma ficha caiu: as chances do meu bebê nascer agora e sobreviver são maiores do que os riscos dele nascer e morrer. Daí em diante, meus pesadelos começaram a diminuir e eu conseguia falar o nome do meu arco-íris de coração aberto. O Lorenzo estava chegando e, para mim, a cada dia ficava mais claro: ele vinha para tornar a nossa família, uma família com dois filhos. A primeira era e sempre vai ser a minha Ana, o segundo, meu Lorenzo que foi agraciado por um mero capricho do destino de nascer de 38 semanas, num parto dificílimo, de urgência, repleto de crises de pânico, onde eu oscilava a fé no futuro e a certeza de que ele morreria também.

E com meu filho no colo, os fiscais dos lutos alheios erraram de novo. Não só não esqueci da minha menina, como talvez nunca tenha pensado tanto nela como nos primeiros dias do pós-parto.

Ao pegar meu filho no colo me sentia roubada. Imaginava como teria sido pegar minha menina no colo, abraçar, beijar, amamentar. Meu Deus, como o Lorenzo era amado! Que benção era ter ele ali! E que pena que Ana não pôde conhecer o irmãozinho.

Nessa dualidade de sentimentos, mesmo com toda a terapia, rede de apoio médico, familiar, doula, fui reinvadida pela depressão. E ainda assim ajustamos a rotina, redividimos tarefas, voltei antes ao mercado de trabalho e fomos nos reconstruindo. Hoje, já é possível falar e compartilhar as minhas vivências com a perda e com meu arco-íris com a certeza de que não sou fraca por tudo o que senti, passei e vivi. Mas tudo isso contribuiu para que eu mesma me visse como mãe de dois filhos, mesmo que um deles não esteja presente.

A chegada do meu arco-íris mostrou-me que a Ana jamais voltaria. Além disso, que ninguém ocuparia o lugar dela. Pegar o Lorenzo no colo me esfregou na cara que a vida não parou enquanto eu chorava a falta da minha menina e que ela continuava. Que precisava continuar, mesmo que ela não fosse do jeito que eu queria, ou precisasse. E como doeu esse despertar de consciência.

A maternidade pós-perda nada tem da alegria, felicidade e inocência da gravidez anterior. O vínculo é construído dia após dia, semana após semana. Ela traz consigo a resiliência de compreender que para ver o arco-íris é preciso da chuva, mas não muda nosso desejo de que a chuva, no caso a perda dos nossos bebês, nunca tivesse ocorrido. Ela é uma bonita e dolorosa mistura do “que bom que desta vez meu bebê chegou bem” com ” como seria se meu outro filho estivesse aqui?”. Mistura esta que, no final, o bolo que me disseram que viria – um bolo cor de rosa, repleto apenas de alegrias, sem medo e que me fizesse esquecer de todas as dores que vieram antes – nunca chegou, e hoje tenho certeza de que nem vai chegar. Mas ainda assim, é uma alegria imensa poder chegar em casa, olhar para meu arco-íris e dizer: Que bom que você chegou. E ainda assim, que pena que sua irmã não está aqui.

Retirado de: https://www.gruposobreviver.com.br/depoimentos/bebe-arco-iris/o-que-descobri-quando-meu-arco-iris-chegou/

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Foi uma gravidez bem diferente do que sempre imaginei que algum dia teria. 

Eu estava feliz, mas também triste. Eu estava confiante, mas também assustada. Eu estava tranquila, mas também inquieta. Eu tinha esperança, mas também era pessimista...

Imaginei que quando ficasse grávida teria muita vontade de espalhar ao sete ventos a notícia. Não, não tive vontade de contar a ninguém. Imaginei que quando ficasse grávida faria chá para festejar. Não, não tive vontade de festejar com ninguém. Imaginei que faria mil e um planos. Não, não fiz planos nenhum, ia vivendo um dia de cada vez. Também cheguei a ter esse mesmo pensamento da moça da postagem "as chances do meu bebê nascer agora e sobreviver são maiores do que os riscos dele nascer e morrer". Mas, para mim, esse pensamento só veio as 34 semanas... tamanho era meu temor. 

Viajei para fazer enxoval, sei que é difícil de acreditar, mas eu não estava animada. Fui para me distrair, viajar. Comprei as coisas de bebê, mas foi tudo no automático.. com uma caneta e uma lista em mãos. Não houve aqueles momentos de suspiros escolhendo roupinhas e achando as coisas fofas. Não estava raciocinando direito. Tanto que cheguei de viagem e percebi que tinha deixado de comprar muita coisa essencial. Com 35 semanas fui montar a mala de maternidade e percebi que não tinha roupinhas com manga longa e pernas compridas para levar. Simplesmente não tinha... Não comprei nenhuma RN e nem P. Só havia comprado a saída de maternidade. Tive que correr atrás dessas roupinhas meio as pressas.

Não tinha vontade de ficar pensando sobre a gravidez, por isso as postagens se tornaram mais sucintas apenas descrevendo consultas e exames. Perdão, mas não conseguia pensar muito. Talvez de fato melhor fosse não pensar muito. Apenas ir vivendo.



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sábado, 23 de março de 2019

Teste psicológico: adivinhe qual destes 4 bebês é uma menina


Adivinhar o sexo de um bebê apenas olhando para o seu rosto pode ser complicado. Os cientistas sugerem que os adultos, e até mesmo os neonatologistas e pediatras, obtêm a resposta correta apenas em 60% do tempo. Você acha que pode fazer melhor que eles?

Bochechas rechonchudas #1



. Se escolheu o bebê #1, você pode ser caracterizada como uma pessoa sensata que acredita em princípios e tende a agir de acordo com as regras existentes. Primeiro analisa e depois toma suas decisões. Sempre tentando ao máximo encontrar a única solução correta para o problema e não prejudicar os sentimentos dos outros ao mesmo tempo. Prefere sempre evitar conflitos e, muitas vezes, coloca os interesses de outras pessoas antes dos seus, embora, às vezes, elas não mereçam seu tempo e esforço. Sempre tenta ser imparcial e recorrer aos seus princípios.
Já está na hora de parar de se preocupar tanto com os outros e se concentrar em si mesmo e no que acontece em sua vida. Não adie a felicidade, seja feliz hoje.

Abraço de coelhinho #2



2. Se escolheu o bebê 2, uau, você é um pensador bastante criativo! Cheio de ideias inovadoras que sempre lhe ajudam a criar coisas incríveis. Gosta de ser ativo e aceitar novos desafios, e nunca perde a oportunidade de aprender algo novo. Quase nunca teme as mudanças, porque acha que tudo vai ficar bem. Está vivendo todos os dias da sua vida como se fossem o último, mas parece que está agindo em uma bolha. Muitas pessoas gostariam de ser suas amigas, mas você nunca deixa que elas se aproximem. Sim, sempre há pessoas que querem estar com você por motivos egoístas, mas é melhor não ignorar aqueles que realmente gostariam de conhecê-lo melhor. Apenas dê uma chance a eles. Logo você entenderá se precisa dessa pessoa em particular em sua vida ou não.



E, parabéns! Esse bebê é realmente uma menina!

Pequena fofura #3


3. Se você acha que é o bebê #3, é muito provável que seja uma pessoa muito sociável. Seu carisma lhe ajuda a se dar bem com qualquer um, mas acha que o verdadeiro tesouro é o tempo gasto com seus amigos. É louco pelas aventuras e sua adrenalina. Às vezes, age impulsivamente, mas isso é apenas por acreditar que o maior risco é não correr nenhum. Embora isso possa ser verdade, e nossa vida possa estar cheia de perigos. Da próxima vez que se apressar em tomar algumas decisões, pense sobre as consequências que isso pode ter para você.
Lembre-se de que está cercado por muitas pessoas maravilhosas, e algumas delas não apenas o apreciam, mas também amam você de todo o coração. Então, da próxima vez que tomar uma de suas decisões impulsivas, tenha em mente que pode ferir alguém que realmente se importa com você.

Carinha de anjo #4


4. O bebê # 4 diz muito sobre sua personalidade. Mesmo que tenha um grande coração, você também tem um grande ego. Acha que está sempre certo sobre tudo e que há um caminho para resolver a situação e, se não, uma maneira incorreta de fazer as coisas. Você é forte e pode se adaptar facilmente às novas circunstâncias que o cercam, e é por isso que geralmente desempenha o papel principal. O bom é que tem muitas ideias criativas e inovadoras, portanto, sempre que for um líder de um grupo, lembre-se de levar em conta as opiniões dos outros. Pode ser que a sua opinião não seja sempre a melhor.
Se você quer manter pessoas agradáveis em sua vida, deve aprender a ser um bom ouvinte. As pessoas ao seu redor também querem se sentir valiosas e apreciadas. Além disso, sua capacidade de reconhecer os esforços de outras pessoas pode transformá-lo em um capitão muito melhor.
Por favor, compartilhe com a gente nos comentários se você conseguiu diferenciar esses bebês e adivinhar seus gêneros corretamente.
Retirado de: https://incrivel.club/inspiracao-psicologia/teste-psicologico-adivinhe-qual-destes-4-bebes-e-uma-menina-549660/

14 Mães famosas mostram que entraram em forma após a maternidade

https://incrivel.club/inspiracao-dicas/14-maes-famosas-mostram-que-a-maternidade-nao-deixa-a-mulher-feia-546660/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Festinhas infantil

Ontem vi uma postagem sobre um tema que amei, “Por que eu não me sinto culpada por não fazer festas de aniversario extravagantes para meus filhos”. O link é http://familia.com.br/economia/por-que-eu-nao-me-sinto-culpada-por-nao-fazer-festas-de-aniversario-extravagantes-para-meus-filhos

Ela conseguiu resumir tudo o que eu penso sobre festas de aniversário infantil. Apenas acho que ultimamente esqueceram o real sentido da festa de aniversário.  Para mim, festa de aniversário infantil é uma data em que a criança “quer se sentir importante e se divertir” simples assim.

Ultimamente gastam rios de dinheiro, fazem decorações (as coisas mais lindas), colocam centenas de mimos na mesa, fazem bolos de aniversário altamente decorados ( também a coisa mais linda), mas geralmente nem vejo partirem o bolo... Que pena. Só que... Isso tudo é para o aniversariante? Ou para admiração dos adultos convidados? Vamos refletir melhor né.

Não vejo problema uma vez ou outra uma fazer uma festa mais elaborada, mas fazer disso o “comum”, eu acho totalmente errado. Pior que é só o que se vê atualmente...

Outro dia uma cliente estava comentando que no dia seguinte seria o aniversário da filha dela, mas por uma série de acontecimentos, não haveria festa este ano. Ela dizendo que a filha pediu então que comprasse um bolo simples, ingredientes para brigadeiro e perguntou se podia chamar três amigas. Ela disse que foi um dos aniversários em que ela viu a filha dela mais feliz. “A gente faz uma festa enorme, gasta muito, e no fim, não nos damos conta que criança precisa de muito pouco para ser feliz”.

Não digo que nunca farei festinhas mais elaboradas... Mas vou dizer que sou altamente fã de festinhas caseiras. =) Daquelas que tem parabéns rodeado de alguns amigos e familiares, abraços apertados dos avôs, paparico dos tios, corte do bolo (com oferecimento da primeira fatia a alguém mais especial kkkkk) e muita brincadeira com os amiguinhos e os primos. Simples assim.

Mais artigos com esse tema:
http://www.macetesdemae.com/2014/02/10-dicas-para-se-comunicar-com-criancas.html

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

bora ser feliz na mamadeira

Jaque Khury fala de amamentação na web: ‘Bora ser feliz na mamadeira’
Modelo alerta mulheres sobre a cirurgia de redução de mama. Produção de leite materno costuma diminuir e bebê pode precisar de complemento.

Jaque Khury resolveu compartilhar na manhã desta terça-feira, 11, um relato sobre sua maternidade. Preocupada com o crescimento do filho Gael, ela revelou na rede social seu drama: “Meninas, vou falar de algo que alguns dias já vêm acontecendo. Eu realmente tentei de tudo mesmo, recorri a medicamentos, mas devido a minha cirurgia de redução de mama, meu leite foi diminuindo até acabar. Desde a maternidade saiu pouquinho e, por isso, sempre complementei. É claro que gostaria... Fiz acompanhamento médico, tomei remédio, comi bastante e bebi água. Tentei ao máximo o que podia...” desabafou a modelo.

Como a principal preocupação é ver Gael “feliz e saudável”, ela explica a solução para o bebê estar “cada dia mais gordinho”:

“O complemento está sendo muito bom para ele. Por isso, quem já operou o peito precisa ficar atenta se o leite está sendo suficiente. Em alguns casos, nem leite tem! Eu até sai no lucro... O que importa é ver que meu filho está bem. Tem 60cm e 5kg com 45 dias!! Um bebezão. Então se você está na mesma situação, aceita que dói menos. E bora ser feliz na mamadeira", publicou na rede social.

Jaque Khury (Foto: Reprodução/Instagram)

domingo, 13 de janeiro de 2019

Não pergunte


Não pergunte absolutamente nada a uma mãe sobre a amamentação. Essa foi a resposta que 80% das mães deram na nossa enquete. Amamentação é como sexo, assunto privado! 🤫 

Se a mãe quiser falar sobre isso, ela irá puxar o assunto com você. Acredite: uma mãe cheia de leite e amamentando exclusivamente QUER falar sobre isso e nesse caso ela vai dar um jeito de iniciar o assunto, como você poderá observar.

Já a mãe que não amamentou ela já tem as angústias, medos e culpas dela. Por isso, ela NÃO quer ouvir nada!
👉Já se estressou o suficiente com o peito saindo sangue, empedrando, buscando ajuda no banco de leite, com a consultora de amamentação e o último assunto que ela quer falar é amamentação. ⠀Sim, ela já sabe que o leite materno é o melhor, já tentou melhorar a pega, já colocou o bebê pra sugar mais e sabe que quanto mais sucção mais leite.
❤️Não pergunte.
Algumas mães são super resolvidas com a mamadeira também, mas nesse caso, se ela quiser, ela irá tocar no assunto.
Muitas mães relataram que têm vergonha de dar mamadeira a seus bebês na rua? E sabe a razão? Nosso olhar de julgamento.😱 Então vamos sempre olhar com amor. E vocês mães que dão mamadeira, perdoem nosso olhar e deem suas mamadeiras em qualquer lugar, assim uma vai ajudando a outra. 👉Já pensou que essa mãe que pode até ser sua MELHOR amiga pode não estar amamentando porque tem AIDS por exemplo? É, ninguém pensa nisso.⠀⠀👉 Ou aquela mãe de recém-nascido que você vê dando a mamadeira pode simplesmente estar fazendo quimioterapia e por isso, mesmo jorrando leite teve que interromper a amamentação porque nesse caso, a fórmula era bem mais saudável que o leite da mãe cheio de quimioterapia? ⠀
Essa mãe já está dilacerada pelo câncer, por não poder amamentar. Ela não precisa do seu julgamento.

Cada um sabe sua dor. Não aumente essa dor.
Você não é Deus pra saber o que tem ali dentro. Não sabe os abusos que cada uma já sofreu. Vamos nos libertar dos preconceitos 🤗

Quer fazer a diferença? Ofereça de cuidar do bebê pra essa mãe tirar uma longa soneca!
Não está disposta a ajudar dessa forma? Fique calada, já é uma grande ajuda 🤗 .

Fonte: @bebedorminhoco  e repostado por: @papodemaes_ .

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Um mês... De fome.

A dura realidade da amamentação por aqui



E na maternidade tentaram colocar o bebe para pegar o peito na 1ª hora. Não deu certo, a posição não ajudou muito e ele não pegou. Mas algum tempo depois tentamos novamente e foi sucesso. Alias as 24h (sim, eu só fiquei 24h no hospital) que fiquei no hospital a amamentação foi excelente.

Chegando em casa começou a saga. O bebê não acordava por nada do mundo. Fiquei preocupada com a tal da hipoglicemia. Foi um caos, marido estressado porque o bebe não comia, a minha mãe dizendo que o menino tinha alguma coisa errada. Sai direto de volta a maternidade para ir ao banco de leite. Chegando lá, mal fui atendida. Acabou que eu mesma consegui colocar o bebê para pegar o peito. Briguei muito com meu marido e com a minha mãe. Que eles parassem de me estressar que tudo estava bem, era só questão de ter calma.

No dia seguinte a mesma coisa, nada do menino acordar. Maior dificuldade para ele pegar o peito, ele só queria saber de dormir e de chorar desesperadamente. Pensei em dar formula para complementar, a pediatra neonatal tinha recomendado dar 30ml de complementação se houvesse necessidade. Eu tentei dar na colher dosadora.

No dia seguinte, chamei uma consultora de amamentação em casa. Expliquei para ela que tinha feito redução de mama que estava com receito de atrapalhar a amamentação. Ela ensinou a fazer relactação com uma sonda disse que assim ia estimulando a mama, isso esporadicamente, em caso de precisar dar formula, porque segundo ela, a meta era ficar só no leite materno. Ela também ensinou uma posição com ele sentado, disse que devido as minhas mamas serem grandes, talvez fosse melhor nessa posição para ele pegar mais fácil.  Ela viu que não adiantava mexer nele, nem tirar a roupa, nada... ele não acordava. Então, ela recomendou que desse banho para acordar ele. Assim, Gabriel passou a “tomar banho” com água a cada 3h. A consultora também ensinou a fazer o ninho no berço. E a fazer a tipóia para levantar o peito e ajudar na posição da amamentação.

Eu tinha marcado a primeira consulta com o pediatra para ser com 10 dias, acabei adiantando devido ao desespero e a primeira consulta do Gabriel foi em pleno feriado do 7 de setembro, com sete dias. Ele havia perdido o peso normal que era esperado perder, 10%. O pediatra disse para ir novamente ao banco de leite e continuar tentando amamentar. A outra consulta foi marcada com 15 dias.

Fomos ao banco de leite. A enfermeira de lá disse para não dar formula, que o leite materno era suficiente. Mas eu expliquei que havia feito cirurgia nas mamas, que o bebê SÓ chorava, que havia algo muito estranho. Ela insistiu que não precisava dar formula, que eu tinha leite que era para insistir em só dar o peito. Sai de lá com a esperança que eu ia conseguir amamentar sim.

Foram 15 dias extremamente estressantes. Gabriel chorava 24h por dia e era um choro desesperado. Nada acalmava ele. Eu colocava no peito, ele dormia. Não sei se dormia pelo aconchego ou pelo cansaço de tanto chorar. Voltamos ao pediatra. Gabriel havia perdido ainda mais peso e nessa altura, ele já devia começar a ganhar. Além não ter ganho, ele havia perdido. Seu peso não chegava nem a entrar na curva do gráfico.  Novamente, o pediatra recomendou ir ao banco de leite.

Voltamos extremamente tristes para casa. Meu marido insistiu para começar a dar formula, demos uma vez a mamadeira, Gabriel, pela primeira vez parecia saciado, dormindo tranqüilo, mas eu disse que no banco de leite tinham dito que não era para dar formula que era para dar exclusivamente só o peito.

Tentei chamar novamente a consultora de amamentação em casa, ela não tinha horário disponível, só na outra semana. Desisti e fui novamente ao banco de leite. A enfermeira simplesmente não acreditou quando eu disse que Gabriel não tomava mamadeira, só tinha tomado uma única vez no dia anterior. Ela ficou agindo como se não acreditasse em nada do que eu dizia. Ficou insistindo que não era para dar mamadeira, que era para ficar exclusivamente no peito. A enfermeira do banco de leite ensinou pela milionésima vez como fazer a pega (coisa que eu já estava cansada de saber), também repassou todas as posições possíveis (coisa que eu também já sabia de co). Voltei para casa, tudo continuava igual, Gabriel chorando desesperadamente, mas resolvi tentar tudo de todas as formas possíveis, talvez eu estivesse fazendo algo errado. Passei o dia seguinte tentando de tudo. Nada. Tudo igual. Choro desesperado. Será que meu bebê tinha algum problema sério? =(

No dia seguinte, voltei novamente ao banco de leite, estava disposta a sair dali com alguma solução. . Estava claro que havia algo muito, muito errado. E eu precisava descobrir o que era.

Gabriel parecia um mero boneco, devo ter tirado e colocado ele do peito umas trinta vezes para “treinar” a pega na frente da enfermeira. Afinal, ela dizia que tudo era uma questão de fazer “direito”. Fiquei com pena do Gabriel, mas eu precisava descobrir o que estava fazendo errado. Aparentemente, eu não estava fazendo nada errado, mas porque ele não parava de chorar? Sai do banco de leite, me sentindo a pior mãe do mundo. Lagrimas caiam dos meus olhos. Eu não conseguia encontrar onde estava errando. Meu filho estava perdendo cada vez mais peso, ele estava muito magrinho, daquele jeito que a pessoa fica só pele e osso, tava dando dó de olhar para ele. Ele chorava desesperadamente 24h por dia.

Resolvi tirar leite com uma bomba elétrica e dar para ele. Porque se fosse problema de pega, pelo menos ele não deixaria de comer. Passei trinta minutos com a bomba em cada peito, no total de uma hora. Sabe quantos ml consegui tirar? 10ml... Isso no TOTAL das DUAS MAMAS depois de UMA HORA COM A DESMAMADEIRA ELETRICA. Depois de QUASE UM MÊS com o bebê pendurado no peito ESTIMULANDO A PRODUÇÃO e TOMANDO MEDICAÇÃO para ver se ajudava na produção também. Não acreditei no que estava vendo. 10ml.

Com os olhos cheios de lágrima, peguei a lata de formula e a sonda. E decretei que meu filho não passaria mais fome. Estava confirmado que ele estava passando fome, por isso chorava tão desesperadamente. Por isso ele estava perdendo peso. Estava claro que a cirurgia de redução de mama TINHA SIM prejudicado a produção de leite materno.

E assim começamos a introduzir a formula. Na sonda, ainda na esperança de conseguir dar um up na produção de leite materno. Mas dar na sonda, era muito trabalhoso. Tinha que ficar trocando a sonda, tinha que escaldar tudo. Tentamos também na colher dosadora. Foi pior ainda. Ele não tomava, mais caia fora do que dentro da boca dele. Fomos insistindo. Tentei outras diversas vezes tirar leite do peito, inclusive de madrugada, que dizem que é o horário de pico. Nada. Saia os mesmos 10mL.

Voltamos ao pediatra e contamos o que havia acontecido. Ele prescreveu outra formula. E disse para dar na mamadeira mesmo. Perguntei a ele sobre a tal confusão de bico que poderia acontecer por usar a mamadeira. Ele explicou sobre a culpa materna e a maternidade real. De fato, por mais que eu tivesse introduzido a formula, por mais que eu tivesse passado a gravidez inteira refletindo sobre a possibilidade disto acontecer, eu ainda não tinha aceitado que não iria amamentar. Combinamos então, que eu intercalaria a amamentação com a fórmula.

Com a introdução da formula na mamadeira, Gabriel passou a recuperar o peso. Transformou-se em outro bebê. Um bebê calmo que não chorava mais, inclusive, começou a sorrir. Também ficamos menos estressados, pois a logística da mamadeira era mais fácil do que na colher dosadora. Não derramava tudo.

Porém, com o passar do tempo, estava cada vez mais difícil colocar ele no peito. Ele não queria. Empurrava, esperneava, fazia tudo para não ir ao peito. =( E, lógico, cada vez eu ficava mais triste com isso. Meu bebê rejeitava meu peito. Meu bebê me rejeitava. Meu coração estava aos pedaços. Era a confusão de bico, enfim, ela tinha chegado.

Mas eu tinha que aceitar, eu já tinha tentado de tudo e não conseguia ter leite suficiente para poder dispensar a formula. Tinha que aceitar que a mamadeira era uma aliada e não uma inimiga. Mas e toda a lavagem cerebral sobre aleitamento materno? Aqui que entra a parte da culpa materna e a maternidade REAL. Maternidade não é um mar de flores, muitas vezes somos obrigados a aceitar coisas pelo bem estar do nosso filho. Infelizmente a hipocrisia reina e nem todos entendem que existem casos em que a formula é a solução.

Qual o melhor dos dois, mamar no peito ou mamadeira? O melhor, é um bebê alimentado!

Não pergunte se ele mama. Não critique. Simplesmente, não pergunte.

Bora ser feliz de mamadeira.

E os planos se foram


Há seis anos, eu tinha planos de fazer milhares de postagens sobre maternidade. Ficava sonhando, imaginando como tudo seria e tal. Tinha milhares de teorias sobre educação, criação, maternidade em geral...

Mas o mundo não é tão cor de rosa. E eu vivi alguns dos piores anos da vida até chegar a maternidade. Aquela animação toda que eu tinha de pesquisar sobre o assunto e falar sobre os meus devaneios? Sumiu. Talvez por ter sofrido muitos tapas na cara, não quero discutir. Sempre haverá as pessoas que vivem no mundo perfeitinho delas para vir criticar e mostrar como a vidinha delas é um exemplo a ser seguido.

Eu não sou do tipo que simplesmente abaixa a cabeça para todas as opiniões. Eu tento argumentar, aí é que mora o perigo. Pois a maioria das pessoas não sabe ter uma conversa civilizada com pessoas de opinião contrária. E eu estou tão sem paciência...

Ainda não sei o que irei fazer, tenho alguns assuntos que queria tratar aqui. E, ao mesmo tempo que não quero conversar, eu também quero muito conversar. Sim, conversar. Porque escrever no blog é como uma conversa que faço com vocês embora nem sempre tenha alguma resposta...