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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O ataque da Gordofobia :: O retorno

OFF TOPIC - parte II (Link da parte I - :: OFF TOPIC :: Gordofobia)

Era o aniversário do meu marido. Fim de festa...naquela parte em que começamos a distribuir o restante das comidas para que não estrague se ficar por aqui. Estava separando um pedaço de bolo para levarem e deixei outro separado para deixar aqui em casa. Afinal, uma fatia de bolo seria uma excelente sobremesa após o almoço do dia seguinte.

Eis que quando estou lá no processo de distribuição chega aquela pessoa totalmente sem noção: 

"Para que você vai ficar com um pedaço de bolo? Você ta gorda e não pode comer essas coisas."

"Isso é entre mim e a nutricionista. O que eu posso comer ou não. Você não sabe nada a respeito da minha dieta."

"Mas ser gorda é feio!"

"Há muita coisa além do padrão estético. O principal da vida é a pessoa se sentir bem consigo mesmo e estar com saúde."

"Exatamente, é questão de saúde."

"A minha saúde está perfeita. E isso diz respeito a mim e aos meus médicos."

"Por enquanto você está bem, daqui a pouco vai estar doente. Está caminhando para isso."

"Basta a pessoa ser gorda para ser doente? Então quer dizer que magro não fica doente? Magro não tem diabetes e também não tem pressão alta de jeito nenhum, né?"

Aí ela ficou sem argumentos e resolveu se calar.

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Acho incrível essa falta de noção das pessoas. Porque elas se acham no direito de ficar dando pitaco na vida dos outros assim? O que elas sabem da minha? Nada. O que sabem a respeito da minha saúde? Nada.

Gordura não é causada só por comida. E, MESMO SE GORDURA FOSSE CAUSADA SÓ POR COMIDA: Não é da sua conta. Não é. Não é igual um fumante do seu lado que vai te dar câncer de fumante passivo. A macarronada na mesa do vizinho não vai te engordar. E se vocês justificarem com “ah eu me preocupo com a saúde destas pessoas” pode baixar o facho e assumir que é mentira, você não é Madre Teresa de Calcutá pra ficar caçando gente doente na rua e tenho certeza que ao praticar a gordofobia você está fazendo é mal pra saúde mental daquela pessoa. Acha que é legal viver todo dia com alguém dando pitaco na sua vida, te vigiando, te criticando?

Mais de 70% dessa joça é genética. Conhece magra de ruim? Poiseh, tem gente que é gorda de ruim também. O BIOTIPO da pessoa é esse e não tem comida que se deixe de comer e exercício que se faça que permita a essa pessoa ter 20kg a menos sem entrar em um colapso de desnutrição. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Natação, Temporada dos presentes e etc

AVISO: Este post não trata especificamente de maternidade/gravidez, então se você não tiver interesse em lê-lo, sinta-se a vontade para ignorar.

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Eu já disse algumas vezes que adoro fazer natação... Mas ontem, infelizmente, aconteceu um pequeno acidente onde eu engoli muuuuuita água e por breves segundos tive aquela sensação horrível de não conseguir respirar, quase um afogamento. =(

Ainda não sei se aconteceu porque essas coisas só acontecem comigo (devido ao meu alto grau de atrair "desastres") ou se poderia ter acontecido com qualquer um. Logo no começo da aula, estava nadando borboleta, quando chegou mais ou menos a certa distancia em que água bateu na parede e voltou bem na minha cara exatamente na hora em que eu estava respirando...

(imagem ilustrativa... foto: google imagens)

Só que era na "parte funda" da piscina e lá totalmente me cobre (eu sou pequena...). Imagina a cena. De repente, você engole muuuuuita água, não consegue respirar, seus pés não tocam o chão e você tenta alcançar a borda da piscina e não consegue. Nossa ainda bem que consegui ficar calma para nadar até a borda, eu ficava pensando "será que a instrutora está vendo?" Porque imagina se eu não conseguisse chegar até a borda? O.O  

Mas, mesmo quando cheguei na borda, ainda estava engasgada, sem respirar... Só que o corpo humano é muito perfeito e logo eu estava tossindo até que pelo menos parte da água engolida foi colocada para fora. Eu queria sair dali, mas não conseguia sair naquela parte, como estava no fundo, não conseguia pegar impulso para subir na borda. E fui me segurando pela borda até chegar na metade da piscina, onde eu já conseguia ficar em pé. Enfim, consegui parar mais tranquilamente para tentar respirar mais direitinho. Mas aquela sensação de ter engolido muuuuita água ainda continuava, meu estomago dava sinais de que a qualquer momento ia colocar tudo para fora. Para mim, a aula acabou ali.

Hoje acordei no banheiro. Provavelmente a água engolida não me fez bem. Acho que logo logo estarei 100%. Eu ainda amo natação ^^ Mas terei muito mais cuidado de agora em diante.

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Foi aberta a temporada de presentes e festinhas (infantis).

Esse e no próximo final de semana, já tenho marcado para ir a duas festinhas infantis o.O

E esse mês também tem o dia das crianças e mais alguns aniversários de sobrinhas O.O Porque tenho a sensação que quase todas as sobrinhas nasceram exatamente na mesma época? Exatamente nesses meses de final de ano.

Aiaiai  cadê a minha criatividade pros presentes? E conseguir lembrar o que que eu já dei para cada uma para não correr o risco de repetir? Eita missão complicada essa de tia...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

OFF TOPIC :: Terapia II

AVISO: Mais uma vez, fugindo do tema do blog... Este post não trata especificamente de maternidade/gravidez, trata mais de uma reflexão de vida. Então se você não tiver interesse em lê-lo, sinta-se a vontade para ignorar.



As vezes eu acho que a vida é tão complexa e interessante.

Esse negocio de maternidade e a dificuldade de engravidar realmente me sacudiram, mas ainda não consigo dizer, se essa sacudida que recebi foi positiva ou negativa.

Rumo aos onze meses de jornada agora. Foram muitos sentimentos, muitas crenças desconstruídas e um pedido de ajuda. Talvez a maioria não compreenda, ok. Até eu mesma ainda estou tentando compreender...

Eu acredito muito em "destino", em "Deus". E agora fico pensando se isso tudo, nesses últimos meses não foram exatamente para "me sacudir" para que enfim eu pudesse fazer algo para mudar a minha vida, porque apesar de não parecer aos olhos externos, ela não estava indo por um caminho bom...

Conseguem imaginar uma sensação parecida a estar presa a uma âncora e por mais que você tente se soltar, é como se não conseguisse; você até consegue arrastar a âncora, mas isso é tão cansativo...

Até que em determinado momento, você percebe que a âncora é o seu passado e as correntes são seus pensamentos. Mas, mesmo percebendo isso, você não consegue aceitar. Porque para você aceitar isso seria admitir uma fraqueza e você não é um fraco, por mais que muitas vezes se sinta assim...

Simmm, eu estava muuuuuito triste e sentindo vários outros sentimentos negativos (abandono, rejeição, julgamento, humilhação, incapacidade e tantos outros sentimentos...), descrever a sensação com palavras é muito insuficiente. É difícil de compreender, eu sei.

Eu estava "ok", porque sempre convivi um pouco com esses sentimentos, era o meu "normal". Sim, eu costumava ficar para baixo um dia ou dois, mas depois, eu conseguia me levantar... Só que esses últimos onze meses me trouxeram muuuuuitas reflexões e eu cai, mas dessa vez, me senti tão cansada para arrastar novamente a âncora... Eu sabia que ter uma "âncora" não era normal... Mas apenas só conseguia ignorar esse fato. Afinal a vida anda para frente e o mundo não para, você tem continuar a andar, mesmo que esteja carregando um peso enorme junto.

Sabe aqueles momentos que algo encaixa e você finalmente compreende alguma coisa? Naquela carta que escrevi para o meu pacotinho, percebi o quanto injusta eu estava sendo. Queria que ele chegasse para me ajudar a "arrastar a âncora". Nossa, ele não merece isso. Não merece ter uma mãe presa a uma âncora. Percebi que talvez, quem sabe, eu conseguisse me livrar das correntes. Eu só precisava encontrar a ferramenta certa para abrir elas... E fui atrás de fazer terapia.

Sempre me achei muito forte/fraca e também corajosa/medrosa. Assim mesmo, ao mesmo tempo. Difícil compreender ou explicar... forte e medrosa por achar que conseguia lidar com tudo sozinha mas sentia medo e; fraca e corajosa por achar que não conseguia lidar com tudo, mas mesmo assim, insistia em permanecer sozinha.

E na terapia, eu ouvi aquilo que no fundo eu já sabia, mas não queria ouvir... Depois de mais de uma década de suspeitas... Confirmei. O que vou fazer com essa informação? Realmente ainda não sei. Já tive o choque inicial, mas agora refletindo, talvez, sabendo com o que estou lidando, fique mais fácil, não? Isso também será superado, algum dia, aos poucos.

E, com certeza, acho que a vida segue... Tenho exames para fazer para descobrir o porquê que meu pacotinho anda me enrolando tanto... né sapeca? Mal posso esperar o dia em que o terei em meus braço e verei aqueles olhinhos lindos...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

OFF TOPIC :: Arquitetura...

Olha que interessante como foi a evolução das plantas de apartamento através do tempo, dá para perceber a mudança de comportamento da sociedade sendo refletido no desenho das plantas.

http://infograficos.oglobo.globo.com/economia/exemplos-de-plantas-de-apartamentos-de-dois-quartos-ao-longo-das-decadas.html

segunda-feira, 20 de julho de 2015

:: OFF TOPIC :: Texto para reflexão

"Sou homem.
Quando nasci, meu avô parabenizou meu pai por ter tido um filho homem. E agradeceu à minha mãe por ter dado ao meu pai um filho homem. Recebi o nomedo meu avô.
Quando eu era criança, eu podia brincar de LEGO, porque "Lego é coisa de menino", e isso fez com que minha criatividade e capacidade de resolver problemas fossem estimuladas.
Ganhei lava-jatos e postos de gasolina montáveis da HotWheels. Também ganhei uma caixa de ferramentas de plástico, para montar e desmontar carrinhos e caminhões. Isso também estimulava minha criatividade e desenvolvia meu raciocínio, o que é bom para toda criança.
Na minha época de escola, as meninas usavam saias e meus amigos levantavam suas saias. Dava uma confusão! E então elas foram proibidas de usar saias. Mas eu nunca vi nenhum menino sendo realmente punido por fazer isso, afinal de contas "Homem é assim mesmo! Puxou o pai esse danadinho" - era o que eu ouvia.
Em casa, com meus primos, eu gostava de brincar de casinha com uma priminha. Nós tínhamos por volta de 8 anos. Eu era o papai, ela era a mamãe e as bonecas eram nossas filhinhas. Na brincadeira, quando eu carregava a boneca no colo, minha mãe não deixava: "Larga a boneca, Juninho, é coisa de menina". E o pai da minha priminha, quando via que estávamos brincando juntos, de casinha, não deixava. Dizia que menino tem que brincar com menino e menina com menina, porque "menino é muito estúpido e, principalmente, pra frente". Eu não me achava estúpido e também não entendia o que ele queria dizer com "pra frente", mas obedecia.
No natal, minha irmã ganhou uma Barbie e eu uma beyblade. Ela chorou um pouco porque o meu brinquedo era muito mais legal que o dela, mas mamãe todo ano repetia a gafe e comprava para ela uma boneca, um fogãozinho, uma geladeira cor-de-rosa, uma batedeira, um ferro de passar.
Quando fiz 15 anos e comecei a namorar, meu pai me comprou algumas camisinhas.
Na adolescência, ninguém me criticava quando eu ficava com várias meninas.
Atualmente continua assim.
Meu pai não briga comigo quando passo a noite fora. Não fica dizendo que tenho que ser um "rapaz de família". Ele nunca me deu um tapa na cara desconfiado de que passei a noite em um motel.
Ninguém fica me dando sermão dizendo que eu tenho que ser reservado e me fazer de difícil.
Ninguém me julga mal quando quero ficar com uma mulher e tomo a iniciativa.
Ninguém fica regulando minhas roupas, dizendo que eu tenho que me cuidar.
Ninguém fica repetindo que eu tenho que me cuidar porque "mulher só pensa em sexo".
Ninguém acha que minhas namoradas só estavam comigo para conseguir sexo.
Ninguém pensa que, ao transar, estou me submetendo à vontade da minha parceira.
Ninguém demoniza meus orgasmos.
Nunca fui julgado por carregar camisinha na mochila e na carteira.
Nunca tive que esconder minhas camisinhas dos meus pais.
Nunca me disseram para me casar virgem por ser homem.
Nunca ficaram repetindo para mim que "Homem tem que se valorizar" ou "se dar ao respeito". Aparentemente, meu sexo já faz com que eu tenha respeito.
Quando saio na rua ninguém me chama de "delícia".
Nenhuma desconhecida enche a boca e me chama de “gostoso” de forma agressiva.
Eu posso andar na rua tomando um sorvete tranquilamente, porque sei que não vou ouvir nada como “Larga esse sorvete e vem me chupar”. Eu posso até andar na rua comendo uma banana.
Nunca tive que atravessar a rua, mesmo que lá estivesse batendo um sol infernal, para desviar de um grupo de mulheres num bar, que provavelmente vão me cantar quando eu passar, me deixando envergonhado.
Nunca tive que fazer caminhada de moletom porque meu short deixa minhas pernas de fora e isso pode ser perigoso.
Nunca ouvi alguém me chamando de “Desavergonhado” porque saí sem camisa.
Ninguém tenta regular minhas roupas de malhar.
Ninguém tenta regular minhas roupas.
Eu nunca fui seguido por uma mulher em um carro enquanto voltava para casa a pé.
Eu posso pegar o metrô lotado todos os dias com a certeza que nenhuma mulher vai ficar se esfregando em mim, para filmar e lançar depois em algum site de putaria.
Nunca precisaram criar vagões exclusivamente para homens em nenhuma cidade que conheço.
Nunca ouvi falar que alguém do meu sexo foi estuprado por uma multidão.
Eu posso pegar ônibus sozinho de madrugada.
Quando não estou carregando nada de valor, não continuo com medo pelo risco ser estuprado a qualquer momento, em qualquer esquina. Esse risco não existe na cabeça das pessoas do meu sexo.
Quando saio à noite, posso usar a roupa que quiser.
Se eu sofrer algum tipo de violência, ninguém me culpa porque eu estava bêbado ou por causa das minhas roupas.
Se, algum dia, eu fosse estuprado, ninguém iria dizer que a culpa era minha, que eu estava em um lugar inadequado, que eu estava com a roupa indecente. Ninguém tentaria justificar o ato do estuprador com base no meu comportamento. Eu serei tratado como VÍTIMA e só.
Ninguém me acha vulgar quando faz frio e meu “farol” fica “aceso”.
Quando transo com uma mulher logo no primeiro encontro sou praticamente aplaudido de pé. Ninguém me chama de “vagabundo”, “fácil”, “puto” ou “vadio” por fazer sexo casual às vezes.
99% dos sites de pornografia são feitos para agradar a mim e aos homens em geral.
Ninguém fica chocado quando eu digo que assisto pornôs.
Ninguém nunca vai me julgar se eu disser que adoro sexo.
Ninguém nunca vai me julgar se me ver lendo literatura erótica.
Ninguém fica chocado se eu disser que me masturbo.
Nenhuma sogra vai dizer para a filha não se casar comigo porque não sou virgem.
Ninguém me critica por investir na minha vida profissional.
Quando ocupo o mesmo cargo que uma mulher em uma empresa, meu salário nunca é menor que o dela.
Se sou promovido, ninguém faz fofoca dizendo que dormi com minha chefe. As pessoas acreditam no meu mérito.
Se tenho que viajar a trabalho e deixar meus filhos apenas com a mãe por alguns dias, ninguém me chama de irresponsável.
Ninguém acha anormal se, aos 30 anos, eu ainda não tiver filhos.
Ninguém palpita sobre minha orientação sexual por causa do tamanho do meu cabelo.
Quando meus cabelos começarem a ficar grisalhos, vão achar sexy e ninguém vai me chamar de desleixado.
A sociedade não encara minha virgindade como um troféu.
90% das vagas do serviço militar são destinadas às pessoas do meu sexo. Mesmo quando se trata de cargos de alto escalão, em que o oficial só mexe com papelada e gerência.
Se eu sair com uma determinada roupa ninguém vai dizer “Esse aí tá pedindo”.
Se eu estiver em um baile funk e uma mulher fizer sexo oral em mim, não sou eu quem sou ofendido. Ninguém me chama de "vagabundo" e nem diz "depois fica postando frases de amor no Facebook".
Se vazar um vídeo em que eu esteja transando com uma mulher em público, ninguém vai me xingar, criticar, apedrejar. Não serei o piranha, o vadio, o sem valor, o vagabundo, o cachorro. Estarei apenas sendo homem. Cumprindo meu papel de macho alpha perante a sociedade.
Se eu levar uma vida putona, mas depois me apaixonar por uma mulher só, as pessoas acham lindo. Ninguém me julga pelo meu passado.
Ninguém diz que é falta de higiene se eu não me depilar.
Ninguém me julgaria por ser pai solteiro. Pelo contrário, eu seria visto como um herói.
Nunca serei proibido de ocupar um cargo alto na Igreja Católica por ser homem.
Nunca apanhei por ser homem.
Nunca fui obrigado a cuidar das tarefas da casa por ser homem.
Nunca me obrigaram a aprender a cozinhar por ser homem.
Ninguém diz que meu lugar é na cozinha por ser homem.
Ninguém diz que não posso falar palavrão por ser homem.
Ninguém diz que não posso beber por ser homem.
Ninguém olha feio para o meu prato se eu colocar muita comida.
Ninguém justifica meu mau humor falando dos meus hormônios.
Nunca fizeram piadas que subjugam minha inteligência por ser homem.
Quando cometo alguma gafe no trânsito ninguém diz “Tinha que ser homem mesmo!”
Quando sou simpático com uma mulher, ela não deduz que “estou dando mole”.
Se eu fizer uma tatuagem, ninguém vai dizer que sou um “puto”.
Ninguém acha que meu corpo serve exclusivamente para dar prazer ao sexo oposto.
Ninguém acha que terei de ser submisso a uma futura esposa.
Nunca fui julgado por beber cerveja em uma roda onde eu era o único homem.
Nunca me encaixo como público-alvo nas propagandas de produtos de limpeza.
Sempre me encaixo como público-alvo nas propagandas de cerveja.
Nunca me perguntaram se minha namorada me deixa cortar o cabelo. Eu corto quando quero e as pessoas entendem isso.
Não há um trote na USP que promove minha humilhação e objetificação.
A sociedade não separa as pessoas do meu sexo em “para casar” e “para putaria”.
Quando eu digo “Não” ninguém acha que estou fazendo charme. Não é não.
Não preciso regrar minhas roupas para evitar que uma mulher peque ou caia em tentação.
As pessoas do meu sexo não foram estupradas a cada 40 minutos em SP no ano passado.
As pessoas do meu sexo não são estupradas a cada 12 segundos no Brasil.
As pessoas do meu sexo não são estupradas por uma multidão nas manifestações do Egito.
Não sou homem. Mas, se você é, é fundamental admitir que a sociedade INTEIRA precisa do Feminismo.
Não minimize uma dor que você não conhece."
(Camila Oliveira Dias )

quarta-feira, 24 de junho de 2015

:: OFF TOPIC :: E quando uma música não sai da nossa cabeça?

Faz algum tempo que devorei a nova série do netflix "sense8". Comecei e terminei durante a própria semana de lançamento. Admito que sou um tanto conservadora e algumas cenas me incomodaram... Mas a série é tão empolgante a ponto de me fazer fechar os olhos em algumas partes e prosseguir assistindo kkkkkkkkk Afinal o foco da série não é esse.

E essa música (conhecidos me disseram que é uma música bem antiga, mas eu não conhecia...)  não sai da minha cabeça agora.


4 Non Blondes - WHAT'S UP (E aí?)

25 anos e minha vida está parada
Estou tentando subir essa grande montanha da esperança
Por um destino

Eu compreendi rapidamente quando soube que deveria
Que o mundo foi feito dessa fraternidade de homens
O que quer que isso signifique

E então eu choro às vezes
Quando estou deitada na cama Só para me livrar disso tudo
que está na minha cabeça
E estou me sentindo um pouquinho esquisita

E então eu acordo de manhã e saio
E respiro profundamente
E eu fico realmente bem
E eu grito do máximo dos meus pulmões
"O que está acontecendo? "

E eu digo: Hey!
E digo: "hei, o que está havendo? "

E eu digo: Hey!
E digo: "hei, o que está havendo? "


ooh, ooh ooh

E eu tento, oh meu Deus, eu tento
Eu tento todo o tempo nestas intituições

E eu oro oh meu Deus, eu oro
Eu oro todo dia
Por uma revolução

E então eu choro às vezes
quando estou deitada na cama
Só para me livrar disso tudo
que está na minha cabeça
E estou me sentindo um pouquinho esquisita

E então eu acordo de manhã e saio
E respiro profundamente
E eu fico realmente bem
E eu grito do máximo dos meus pulmões
"O que está acontecendo? "

E eu digo: Hey! hey, hey hey hey
E digo: "hei, o que está havendo? "


25 anos e minha vida está parada
Estou tentando subir essa grande montanha da esperança
Por um destino

segunda-feira, 22 de junho de 2015

:: OFF TOPIC :: Espetáculo "Chuva de bala no País de Mossoró"

Estive em Mossoró neste final de semana para curtir o São João. Assisti novamente o musical "Chuva de bala no País de Mossoró". O espetáculo deste ano contou com alguns efeitos especiais bem legais, mas confesso que a encenação em si, gostei mais da que assisti em 2012, a deste ano não estava tão empolgante. Então...

Matando a saudade do espetáculo que assisti em 2012













sábado, 28 de fevereiro de 2015

:: OFF TOPIC :: Como superei o medo de dirigir

Ando observando muitas pessoas na mesma situação que vivenciei durante sete anos... Resolvi compartilhar um pouquinho da história de como que superei o medo de dirigir.

Imagina como é... Completou 18 anos e tirou a carteira. Mas as pessoas não confiam que você dirija e simplesmente não deixam você dirigir. Vai passando o tempo e até você mesmo perde a confiança de que é capaz de dirigir. Só pensar na possibilidade de estar no banco do motorista lhe apavora. Mas o tempo vai passando... A vida continua e você sempre dependente dos outros “ me leva no sei onde...” “vem me buscar...”. E assim foram sete anos... Habilitada sim, mas condutora não. Até que consegui mudar o rumo dessa história, conquistei minha independência de ir e vir.


Como foi?
Já estava casada há dois anos e ainda era estudante universitária na época. Depois de algumas brigas com o marido (ele estava cansado de ir me deixar e me pegar na faculdade...). Resolvemos que, apesar de eu já ser habilitada há anos (eu passei de primeiríssima no teste do DETRAN, assim que fiz 18 anos...), eu iria voltar para á fazer aulas de direção, aproveitando o período de férias.

O processo das aulas demorou cerca de quatro semanas, todo dia uma aula. Na primeira semana, eu fiz no carro do instrutor, era um celta e tinha o freio mágico... Na segunda semana, eu fiz no outro carro do instrutor, este, não tinha o freio mágico... E na terceira e quarta semanas, eu fiz no meu carro.

O bom é que nenhum dos carros possuía indicação nenhuma que é "autoescola", porque quando o povo sabe que a pessoa está "aprendendo" faz é atrapalhar, fica buzinando sem motivo. Fazem coisas só para atrapalhar.

Eu só lembro quando, no processo de tirar a carteira de habilitação, há dez anos, estava no carro da autoescola, parei no sinal vermelho e o carro de trás ficou buzinando totalmente sem motivo. Afinal o sinal vermelho, tem que esperar ficar verde ué. Era só para me deixar nervosa.

Como eram as aulas?
As primeiras foram mais para “relembrar” como era dirigir. Afinal, eu tinha pavor de dirigir, não pegava no carro de jeito nenhum. Mas, em três aulas, eu já estava mais ou menos lembrada de tudo. Depois disso, as aulas eram mais para me dar segurança. Íamos aos destinos que eu sabia que teria que ir, variamos em todos os trajetos possíveis para chegar a eles. Íamos para ladeiras. Íamos treinar baliza.

E, assim, retornaram as aulas. E passei a dirigir todos os dias. Coincidentemente, precisei fazer uns trabalhos em uma obra que ficava na BR... Imagina? Eu sozinha dirigindo na BR? Com aqueles caminhões todos? O.O Mas deu super certo. \o/  Hoje em dia, to me localizando melhor, sei quais os melhores caminhos e tudo. Eu ensino caminhos para os meus pais, tios, marido... Acho isso o máximo. \o/

Sim, foi um processo complicado. Durante os sete anos que fui habilitada... Tentei começar a dirigir de fato várias vezes (pai, mãe, namorado - na época ainda era namorado =P... todos tentavam dar aulas de como dirigir... Mais atrapalhava, do que ajudava, na verdade). Sempre acontecia alguma coisa que me deixava muito nervosa e eu desistia.  Era algo que me deixava muito para baixo, eu ficava imaginando como que ia levar as crianças para a escola, para a natação, para o balé...  Quando eu era criança, minha mãe sempre me levava para tudo. Como que eu iria poder fazer isso com os meus filhos, se eu não dirigia?? Eu me preocupava tanto com isso =P kkkkkkk Mas, graças a Deus e, as brigas com o marido (às vezes as coisas ruins acabam por nos impulsionar a coisas boas...), superei o medo e dirijo para todo canto.


sábado, 31 de janeiro de 2015

:: OFF TOPIC :: Feriadões de 2015

Marido falou de uma promoção de passagens aéreas... aí fui dar uma olhada, os preços estão bons, mas ainda não me agradaram, to vendo a possibilidade de usar o restante das milhas que temos hihihi
Como já vamos gastar parte dos dias de nossas férias em maio, estava olhando se dava para apelar para algum feriadão e tive boas surpresas. Você já perceberam como este ano está bom de feriados?

Em 2015 para a alegria dos trabalhadores (e tristeza de quem faz obra aiai), quase todos os feriados nacionais cairão em segundas ou sextas-feiras. Outros, em terças ou quintas, quando acabam sendo  "imprensados" e incluídos no feriado os dias que ficam entre a data de paralisação e o final de semana.

Contando apenas as datas comemorativas nacionais, 2015 terá 10 feriadões.

Confira abaixo o calendário de feriadões de 2015 (considerando apenas datas nacionais):



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

:: OFF TOPIC :: Jogos modernos para adultos

Ontem recebi a “visita” dos meus pais =P Ta certo que meus pais são de casa né, mas não é todo dia que meu pai vem por aqui, quem costuma vir mais é a minha mãe. Tivemos a presença ilustre dos dois por motivo de celebração. Uma etapa da obra daqui de casa foi concluída \o/ A marcenaria (etapa II) acabouuu. Foi praticamente um parto essa marcenaria. Desde fevereiro/2014 estamos nisso, vários contratempos. Mas, finalmente acabou, agora “tenho” cozinha, sala (faltando ainda comprar sofá e mesa de jantar) e o guarda roupa do futuro quarto do baby. Comemorar bastante!! 

Dizem que quanto mais difícil é uma coisa, mais a gente dá valor à conquista. É a absoluta verdade. Toda vida vou olhar e lembrar como foi difícil, mas também irei ficar muuuuito feliz em ver que a dificuldade foi superada.


Então, para comemorar, um jantarzinho e um programa um tanto diferente... Coloquei meus pais para jogar um jogo de tabuleiro moderno. Os convenci  dizendo que faria vem a mente exercitar um pouquinho kkkkkkkkk Foi muuuuuuuito divertido e engraçado. Temos vários aqui, mas o que jogamos ontem foi “Love Letters”, que a principio parece ser bemmmm bestinha, mas no percurso do jogo acaba sendo altamente divertido.

É preciso muita atenção as cartas e conseguir memorizar mais ou menos a dinâmica do jogo. Dependendo do desenrolar, pode acontecer de você tirar alguém ou de sua própria jogada te expulsar da rodada.

Vários momentos comédias. Minha mãe altamente revoltada “O que foi que eu fiz?!” Também tive o meu momento comédia, quando sem querer ME coloquei para fora da rodada O.o kkkkkkkkk Ta recomendadíssimo. O jogo teve uma hora de duração e meu pai saiu vitorioso. =D

Na próxima, boto eles para jogar “Carcassone”. heheh

domingo, 18 de janeiro de 2015

:: OFF TOPIC :: Vagas preferenciais

Aproveitando o tópido da Gisele do blog http://esperando-esperar.blogspot.com.br/

Vou chamar a atenção para algumas observações.

Sou filha de uma deficiente e idosa. Ou seja, minha mãe tem dupla preferência. Costumo acompanhar muito ela e já presenciei situações muito chatas. Ela é deficiente (não tem o braço esquerdo), isto não a impede de dirigir, ela não é uma pobre coitada por não ter um braço. Entretanto, este fato, não tira o direito dela de usufruir das suas vagas preferenciais, tanto que ela possui os dois cartões do Detran (deficiente e idoso). Estes cartões costumamos colocar sobre o painel para que fique bem visível. Identificação de deficiente não é um adesivo colado no carro como a maioria das pessoas pensa. O que acontece? Muitas vezes estacionamos nas vagas preferenciais e as pessoas ficam olhando como se estivéssemos erradas. Como se só pudesse usar as vagas quem é cadeirante ou quem tem a cabeça inteiramente branca.

Muitos idosos não aparentam a idade que tem, pintam o cabelo e etc... Tenho uma tia avó com seus setenta anos que dá de chinelada em muito jovem, ela é elétrica e realmente não aparenta ter a idade que tem.

E como eu disse, os deficientes também podem agir tão naturalmente que até para descobrir a deficiência dele é difícil. Alguns também pode usar próteses muito bem disfarçadas. Porque temos que obrigar os deficientes a ficar escancarando quais são as suas deficiências? Isso é triste. Minha mãe uma vez foi questionada sobre qual era a deficiência dela ¬¬ e ela precisou levantar o braço para a pessoa se calar.

Esse texto inteiro foi só para alertar que nem sempre é o que parece. Muitas pessoas usam as vagas por pura falta de educação mesmo, mas algumas realmente têm preferência. Então vamos prestar bem atenção antes de ficar censurando os outros. Isso também vale para as filas preferenciais, ok? ;)