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terça-feira, 19 de setembro de 2017
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Dificuldade para engravidar? A causa pode ser a sua imunidade
Fonte: http://veja.abril.com.br/saude/dificuldade-para-engravidar-a-causa-pode-ser-a-sua-imunidade/
Especialista ouvido pelo site de VEJA aponta as principais causas
imunológicas que impedem uma gravidez
Por Giulia Vidale - Publicado em 14 set 2016, 14h47
Cerca de 98% das mulheres que tentaram engravidar e tiveram abortos
espontâneos apresentam algum tipo de problema imunológico que pode ser
investigado e tratado com mais de 90% de êxito
Na população em geral, 15% a 20% das mulheres não conseguem
engravidar. De cada 10 mulheres que engravidam, só três terão o
bebê. Entre os sete abortos espontâneos, seis ocorrerão no início da
gestação e durante a menstruação. “Muitas mulheres nem ficam sabendo que
estavam grávidas”, diz o imunologista especializado em reprodução humana, Ricardo
de Oliveira, diretor médico da RDO Diagnósticos. Pois a causa pode ser uma
questão ainda pouco sabida e investigada: problemas associados à imunidade do
organismo, como tireoide, endometrite e trombofilias.
O casal com dificuldade para engravidar deve, antes de tudo, se
submeter a exames pontuais e rotineiros, como espermograma, avaliação das
trompas e reserva ovariana. Cerca de 70% dos problemas de infertilidade são
decorrentes de tais problemas. Muitos pacientes deixam de investigar a causa
neste momento. Pois o segundo passo fundamental a ser tomado é recorrer
aos exames imunológicos.
“Há sempre uma causa para infertilidade, que pode ser investigada e
tratada com mais de 90% de êxito”, afirma.
Isso porque, cerca de 98% das mulheres que tentaram engravidar e
sofreram abortos espontâneos apresentam algum tipo de problema
imunológico. Baseado em um levantamento realizado com 11.000 pacientes e
na revisão de estudos clínicos, o especialista aponta os problemas imunológicos
mais freqüentes que podem dificultar a gestação ao impedir a implantação do
embrião no útero e ou até mesmo provocar abortos precoces.
5 causas imunológicas que impedem a gravidez
1. Aloimunidade
A aloimunidade - imunidade a outro indivíduo - é considerada a
principal causa de aborto espontâneo e acontece quando o corpo da mulher
interpreta o embrião como um defeito e o rejeita, devido a semelhanças
genéticas entre o casal. "Isso pode acontecer porque o feto não é 100%
compatível com o organismo da mãe, já que 50% é proveniente do pai. A condição
acomete 61% das mulheres com aborto precoce e o exame para detectar o problema
é a prova cruzada por citometria de fluxo, que mede os anticorpos contra linfócitos
paternos no sangue da mãe. Em caso positivo, o tratamento é a imunização por
meio de uma vacina produzida com linfócitos do sangue do pai para estimular o
organismo da mulher a produzir anticorpos que identifiquem as proteínas
paternas no embrião sem rejeitá-lo.
2. Trombofilias
A segunda causa é a trombofilia, cuja incidência varia entre 20% e 60%
das mulheres e provoca alterações na coagulação sanguínea e imunológicas,
desenvolvendo anticorpos que atacam a placenta, impendido a implantação do
embrião e provocando aborto. Podem ter origem genética (mutação do fator V e do
fator II) ou adquirida (anticorpos que atacam diretamente a placenta). O
diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue que analisa a presença das
mutações e de anticorpos antifosfolipides. O tratamento é feito com a
utilização do anticoagulante enoxaparina sódica.
3. Autoimune - Fator antinuclear
A condição autoimune acontece quando a mulher desenvolve anticorpos
contra substâncias que são próprias de seu organismo. Essas substâncias atacam
a placenta e esse processo inflamatório causa aborto. A origem dessa condição é
causada por dois fatores: antinuclear (contra o núcleo da célula e mais comum)
e anticorpos antitireoide. A incidência da condição autoimune causada por fator
antinuclear incide em 50% das mulheres. O exame para detectá-la é a dosagem de
fator anti-núcleo (FAN) e o tratamento é feito com esteroides hormonais que
tratam a inflamação, permitindo uma gestação normal, sem atravessar a placenta.
4. Autoimune - Tiroidite
A tiroidite é uma doença autoimune que leva ao hipotireoidismo. O
problema, incidente em 20% das mulheres, faz com que a mulher produza
anticorpos que causam falha na implantação do embrião ou inflamação na
placenta, provocando o aborto. O diagnóstico é feito por meio de um exame de
sangue que detecta a presença do anticorpo antiroglobulina e antimicrossomal.
Já o tratamento é o mesmo do fator antinuclear - uso de corticoesteroides que
não atravessam a placenta.
5. Endometrite Crônica
Embora "oficialmente" considerada uma causa anatômica, cada
vez mais acredita-se que a endometrite crônica – é causada po um fator
imunológico e não infeccioso. A condição consiste em uma inflamação do
endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, causada por provável
alteração imunológica e/ou infecciosa. O problema, incidente em 80% das
mulheres com infertilidade sem causa aparente e 30% das que tiveram aborto
precoce, impede a implantação do embrião. O diagnóstico é realizado por meio de
uma histeroscopia diagnóstica e o tratamento consiste em uma histeroscopia
cirúrgica, seguida do uso de antibióticos e anti-inflamatorios. Após
tratamento, a paciente volta a ser fértil.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Obstetra Poser
Postagem de Priscilla Rabelo no grupo Parto Normal em Fortaleza
- https://www.facebook.com/groups/partonormalemfortaleza/permalink/2050462518304091/
Em inglês, "poser" significa literalmente "alguém que faz pose", e é um termo pejorativo que descreve alguém que afirma que faz parte de uma determinada subcultura. Apesar disso, os elementos dessa tal subcultura afirmam que o poser não tem autenticidade, porque não compreende os valores ou a filosofia dessa mesma subcultura.
Em muitos casos, o poser não possui argumentos mais profundos sobre a subcultura a qual pertence mas finge ser um grande conhecedor do assunto.
No mundo dos partos, um poser, é por exemplo, o "obstetra tipo humanizado", o "fofinho".
Quem é o obstetra "tipo humanizado"?
É aquela pessoa fofa, que diz que vai atender o parto como você quiser (banqueta, piscina, etc) mas que tem entre 70-90% de cesáreas em todos os planos de saúde.
É aquela pessoa que conhece as evidências científicas, ou, pelo menos, parte delas. Mas na prática, usa seus pensamentos pessoais como critérios de decisão e usa jargão científico para dar um ar "credível" às suas palavras. "Minha querida eu sei que a gravidez dura entre 38 a 42 semanas, em alguns casos até mais. Mas eu não acho seguro. Se fosse meu bebê, nasceria no dia que faz 41 semanas".
É aquela pessoa que tem alguns relatos de parto lindo mas quando você vai ver de perto, para cada relato lindo (que tem invariavelmente uma mulher que chegou no hospital praticamente parindo) tem outros 10 de cesáreas que nem havia uma indicação clínica (Como desconfiar, ainda mais num momento de fragilidade, do obstetra mego-fofo que olha nos olhos, usando palavras caras e complexas, e é pago a peso de ouro?).
É aquela pessoa que diz que para mulher que respeita suas decisões, trabalha como backup de equipes de enfermeiras que atendem parto em casa, mas depois dão entrevistas e palestras sobre os perigos do parto domiciliar, se declarando absolutamente contra.
O que então o obstetra "tipo humanizado" vai fazer num congresso de parto humanizado? Ser "poser".
É preciso saber a diferença entre SER e PARECER, para não desperdiçar sonhos e suado dinheirinho em pagamentos de valores altíssimos que vão terminar em cicatrizes físicas e emocionais.
Parto humanizado não é servir cafezinho, nem falar baixinho. É respeitar a mulher e trabalhar em consonância com as evidências científicas.
De nada adianta sorriso no rosto, segurar mãos nas mãos e levantar o bisturi a todo instante.
Não existe humanização com taxas surreais de cesárea. Não existe.
Mulheres,
- vamos lutar pelo SUS,
- vamos lutar por atendimento de qualidade na rede conveniada (planos de saúde),
- vamos lutar por mais enfermagem obstétricas nos atendimentos nos partos hospitalares de baixo risco
E se você vai pagar por atendimento particular, se informe bem:
- procure as estatísticas de parto e cesárea
- pergunte claramente ao médico a conduta dele em VBAC, prematuridade, bolsa rota, indução, gestação com mais de 40 semanas, etc.
- leia os relatos com "olhos de ver", procure à luz das evidências se havia ali indicações reais para intervenções e cirurgia.
...
E por favor, não desanime. Juntas somos mais fortes!
- https://www.facebook.com/groups/partonormalemfortaleza/permalink/2050462518304091/
Em inglês, "poser" significa literalmente "alguém que faz pose", e é um termo pejorativo que descreve alguém que afirma que faz parte de uma determinada subcultura. Apesar disso, os elementos dessa tal subcultura afirmam que o poser não tem autenticidade, porque não compreende os valores ou a filosofia dessa mesma subcultura.
Em muitos casos, o poser não possui argumentos mais profundos sobre a subcultura a qual pertence mas finge ser um grande conhecedor do assunto.
No mundo dos partos, um poser, é por exemplo, o "obstetra tipo humanizado", o "fofinho".
Quem é o obstetra "tipo humanizado"?
É aquela pessoa fofa, que diz que vai atender o parto como você quiser (banqueta, piscina, etc) mas que tem entre 70-90% de cesáreas em todos os planos de saúde.
É aquela pessoa que conhece as evidências científicas, ou, pelo menos, parte delas. Mas na prática, usa seus pensamentos pessoais como critérios de decisão e usa jargão científico para dar um ar "credível" às suas palavras. "Minha querida eu sei que a gravidez dura entre 38 a 42 semanas, em alguns casos até mais. Mas eu não acho seguro. Se fosse meu bebê, nasceria no dia que faz 41 semanas".
É aquela pessoa que tem alguns relatos de parto lindo mas quando você vai ver de perto, para cada relato lindo (que tem invariavelmente uma mulher que chegou no hospital praticamente parindo) tem outros 10 de cesáreas que nem havia uma indicação clínica (Como desconfiar, ainda mais num momento de fragilidade, do obstetra mego-fofo que olha nos olhos, usando palavras caras e complexas, e é pago a peso de ouro?).
É aquela pessoa que diz que para mulher que respeita suas decisões, trabalha como backup de equipes de enfermeiras que atendem parto em casa, mas depois dão entrevistas e palestras sobre os perigos do parto domiciliar, se declarando absolutamente contra.
O que então o obstetra "tipo humanizado" vai fazer num congresso de parto humanizado? Ser "poser".
É preciso saber a diferença entre SER e PARECER, para não desperdiçar sonhos e suado dinheirinho em pagamentos de valores altíssimos que vão terminar em cicatrizes físicas e emocionais.
Parto humanizado não é servir cafezinho, nem falar baixinho. É respeitar a mulher e trabalhar em consonância com as evidências científicas.
De nada adianta sorriso no rosto, segurar mãos nas mãos e levantar o bisturi a todo instante.
Não existe humanização com taxas surreais de cesárea. Não existe.
Mulheres,
- vamos lutar pelo SUS,
- vamos lutar por atendimento de qualidade na rede conveniada (planos de saúde),
- vamos lutar por mais enfermagem obstétricas nos atendimentos nos partos hospitalares de baixo risco
E se você vai pagar por atendimento particular, se informe bem:
- procure as estatísticas de parto e cesárea
- pergunte claramente ao médico a conduta dele em VBAC, prematuridade, bolsa rota, indução, gestação com mais de 40 semanas, etc.
- leia os relatos com "olhos de ver", procure à luz das evidências se havia ali indicações reais para intervenções e cirurgia.
...
E por favor, não desanime. Juntas somos mais fortes!
domingo, 3 de setembro de 2017
Trombose: Silenciosa e Fatal
| Uma "epidemia" silenciosa varre os hospitais brasileiros. Os números ainda não são precisos, mas a estimativa é de que até 40% dos pacientes internados para cirurgias mais complexas acabem desenvolvendo a trombose. O problema é resultado de uma pane nos mecanismos de coagulação do sangue e, se não identificado a tempo, pode até colocar o paciente sob risco de vida. Muitas vezes, por mera falta de prevenção. Preocupada com as proporções da epidemia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular está lançando, nesta semana, um alerta aos hospitais. A idéia é distribuir aos serviços um protocolo de profilaxia da trombose. Em outras palavras, um programa de computador que "mede" os riscos de cada paciente em desenvolver o problema e permite avaliar a eficácia da prevenção. De acordo com o médico Jackson Caiafa, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e responsável pelo desenvolvimento do programa, as tromboses podem ser comparadas a um iceberg. "O diagnóstico é difícil e até 70% dos casos evoluem silenciosamente. Mas a chance de complicações é enorme", explica. A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu seu interior. Essas placas podem obstruir a circulação no local ou, na pior hipótese, atingir os pulmões, bloqueando a oxigenação do sangue. É a embolia pulmonar, um acidente potencialmente fatal, responsável por 50 mil mortes por ano, nos Estados Unidos. Segundo o professor do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Baccarini Pires, a doença é geralmente resultado da imobilização do paciente durante as internações, ou após cirurgias mais complexas. Sem os movimentos, a circulação se torna mais difícil e as chances de formação de trombos aumenta. Mas há grupos sob maior risco, mesmo fora dos hospitais. A meta da sociedade científica é alertar os médicos para a incidência alarmante da trombose. E difundir a lista de cuidados preventivos, desenvolvidos nos últimos dez anos, em estudos que buscavam explicar por que pacientes recém-operados, e às vezes em franca recuperação, acabavam morrendo subitamente - por embolia. Segundo Caiafa, o problema custa ao Brasil nada menos que 4 bilhões de dólares por ano. "A simples elevação dos pés da cama do doente, o uso de faixas ou meias de compressão, fisioterapia e até a retirada precoce do paciente do leito podem reduzir o risco de trombose", diz Baccarini. "Nos casos de maior risco, podem-se ainda usar medicamentos específicos". É em parte por isso que a campanha tem apoio da indústria farmacêutica, de olho num mercado em expansão. A prevenção da trombose pode ser feita tanto com anticoagulantes, uma droga relativamente barata. Ou com os chamados antitrombóticos, a alternativa mais moderna, que impede o desenvolvimento dos coágulos e traz menos riscos ao paciente. Na avaliação de Jackson Caiafa, o tratamento adequado pode reduzir em até dois terços a incidência da trombose e em um terço os casos de embolia pulmonar. Mas está longe de ser uma panacéia. Até porque, lembra bem Baccarini, o alto custo das drogas ainda deixa a prevenção fora do alcance de uma imensa fatia dos pacientes. * Os Perigos O perigo imediato da trombose é a chamada embolia pulmonar. O problema ocorre quando os trombos se fragmentam e pequenos coágulos migram pela circulação até os pulmões, entupindo vasos onde o sangue deve ser oxigenado antes de voltar a "alimentar" o corpo. O paciente corre risco de vida. A longo prazo, os trombos podem levar a uma inflamação na parede dos vasos sangüíneos - a chamada flebite. O funcionamento das veias é afetado, gerando lesões que minam a qualidade de vida do paciente, como úlceras e o escurecimento da pele, grandes varizes e o inchaço do local. * Os Fatores de Riscos Algumas condições podem predispor o paciente a sofrer de trombose: Idade acima de 40 anos Obesidade Varizes grandes História anterior de trombose Uso de anticoncepcionais orais ou da reposição hormonal Cigarro Alterações genéticas que afetam o mecanismo de coagulação ... e outras podem funcionar como gatilho para a doença Cirurgias de médio e grande portes Infecções e doenças graves Traumatismos Gravidez e pós-parto Imobilização prolongada* Sinais de Alerta As veias das pernas são as mais atingidas pela trombose - em quase 90% dos casos. Veja quais os sintomas mais comuns: Dor intensa Inchaço nas pernas Vermelhidão e calor no local Endurecimento da musculatura da perna Formação de nódulos dolorosos nas varizes* Cuide-se O que os médicos recomendam: Fique atento à evolução das varizes. E procure o médico diante do aparecimento de nódulos, calor e vermelhidão no local. Jamais combine cigarro com as pílulas anticoncepcionais ou a terapia de reposição hormonal. O risco de trombose aumenta nesses casos. No caso de uma cirurgia, converse com seu médico sobre os cuidados para evitar a trombose, mesmo depois de receber alta do hospital. A repórter viajou a São Paulo a convite do laboratório Rhodia Farma. Fonte: Jornal "Estado de Minas", edição de 13/08/1999 Copyright © 2000 eHealth Latin America |
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Espermatozoides e os efeitos negativos das medicações
Fonte: https://reproducaohumana.blog.br/2014/08/26/espermatozoides-e-os-efeitos-das-medicacoes/
Existem algumas medicações que estão relacionadas as causas de infertilidade ou alterações nos parâmetros seminais de homens. Por isso, é extremamente importante relatar o uso de medicação ao seu médico ou ao laboratório, durante exames diagnósticos ou pré- tratamentos.
Abaixo estarão relacionados as medicações e seus efeitos sobre a produção dos espermatozoides.
1.) Antibióticos:
Nitrofurantoína (diminuí a concentração espermática e ocasiona alterações na produção dos espermatozoides)
Eritromicina (prejudica a motilidade dos espermatozoides)
Gentamicina (alterações na produção dos espermatozoides)
Neomicina (diminuí a concentração e motilidade espermática)
Clortetraciclina (efeito negativo sobre a motilidade espermática)
Sulfassalazina (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática)
Co-Trimoxazole (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática).
Estudos em animais:
Espiramicina(alterações na maturação dos espermatozoides)
Lincomicina (diminuí a motilidade espermática)
Tilosina (diminuí a motilidade espermática)
Penicilina G (alterações na maturação dos espermatozoides)
Cefalotina (alterações na maturação dos espermatozoides)
Ampicilina (diminuí a capacidade de fertilização dos espermatozoides)
Dicloxacilina (diminuí motilidade espermática)
Quinolonas (diminuí a motilidade espermática).
2.) Outras Medicações:
Cimetidina (*tratamento de úlcera): diminuí a concentração dos espermatozoides;
Colchicina (*anti-inflamatório/gota): azoospermia;
Corticosteróides (*anti-inflamatório): diminuí a concentração e motilidade espermática;
Acetato de Ciproterona (*anti-andrógeno/tratamento de câncer de próstata): atrofia testicular e diminuí a motilidade espermática;
Danazol (*angioedema): atrofia testicular e alterações na maturação dos espermatozoides;
Finasterida (*tratamento de calvície): alterações na produção dos espermatozoides;
Gossipol (*anti-concepcional masculino): diminuí a motilidade espermática e ocasiona azoospermia;
Halotano (*anestésico inalatório): diminuí a motilidade espermática;
Cetoconazol (*anti-fúngico): diminuí a produção dos espermatozóide;
Anestésicos locais: diminuí a motilidade espermática;
Metadona (*tratamento anti-drogas): diminuí a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozóides;
Neurolépticos (*anti-psicóticos): diminuí concentração, vitalidade e motilidade dos espermatozoides;
Niridazole (*tratamento de parasitose): diminuí a produção dos espermatozóides;
Fenitoína (*anti-convulsionante): diminuí a motilidade dos espermatozóides;
Quinina (*funções antitérmicas, antimaláricas e analgésicas): diminuí a motilidade dos espermatozoides;
Espirolactona (*tratamento de hipertensão): diminuí a concentração espermática.
A maioria dessas medicação possuem um efeito reversível. Algumas medicações também estão relacionadas a impotência (falha de ereção), ejaculação retrógrada, inibição da ejaculação, priapismo (não retorno do pênis ao estado frágil), orgasmos espontâneos e diminuição ou perda da libido.
3.) Radioterápicos e quimioterápicos:
O efeito negativo da radioterapia está sobre células jovens de espermatozóides ou seja aquelas células que são precursoras dos espermatozóides, que formarão eles. Aparentemente as células de Leydig que produzem a testosterona estariam protegidas deste efeito.
Os efeitos negativos da quimioterapia dependerá da dose, duração, número e tipo das drogas utilizadas no tratamento. Alguns citostáticos que são utilizados nestes tratamentos podem gerar um efeitos negativo na produção e maturação dos espermatozoides: (busulfan/chlorambucil/cyclophosphamide/cytarabine/corticoteroides/doxorubicine/methotrexate/nitrogen mustard/procarbazine/vinblastine/vincristine) e as combinações: ABVD (doxorubicin/bleomycin/vinblastine/dacarbazine), CDDP (vinblastine/bleomycin/cisplatin), MOPP (nitrogen mustard/vincristine/prednisolone/procarbazine) e MVPP (nitrogen mustard/vinblastine/prednisolone/procarbazine).
A indicação do congelamento seminal para a preservação da fertilidade é realizada para estes pacientes, antes do início das medicações, visto que o estado de produção dos espermatozoides pode diminuir ou parar, deixando este homem infértil ou estéril.
Existem algumas medicações que estão relacionadas as causas de infertilidade ou alterações nos parâmetros seminais de homens. Por isso, é extremamente importante relatar o uso de medicação ao seu médico ou ao laboratório, durante exames diagnósticos ou pré- tratamentos.
Abaixo estarão relacionados as medicações e seus efeitos sobre a produção dos espermatozoides.
1.) Antibióticos:
Nitrofurantoína (diminuí a concentração espermática e ocasiona alterações na produção dos espermatozoides)
Eritromicina (prejudica a motilidade dos espermatozoides)
Gentamicina (alterações na produção dos espermatozoides)
Neomicina (diminuí a concentração e motilidade espermática)
Clortetraciclina (efeito negativo sobre a motilidade espermática)
Sulfassalazina (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática)
Co-Trimoxazole (diminuí a concentração, motilidade e morfologia espermática).
Estudos em animais:
Espiramicina(alterações na maturação dos espermatozoides)
Lincomicina (diminuí a motilidade espermática)
Tilosina (diminuí a motilidade espermática)
Penicilina G (alterações na maturação dos espermatozoides)
Cefalotina (alterações na maturação dos espermatozoides)
Ampicilina (diminuí a capacidade de fertilização dos espermatozoides)
Dicloxacilina (diminuí motilidade espermática)
Quinolonas (diminuí a motilidade espermática).
2.) Outras Medicações:
Cimetidina (*tratamento de úlcera): diminuí a concentração dos espermatozoides;
Colchicina (*anti-inflamatório/gota): azoospermia;
Corticosteróides (*anti-inflamatório): diminuí a concentração e motilidade espermática;
Acetato de Ciproterona (*anti-andrógeno/tratamento de câncer de próstata): atrofia testicular e diminuí a motilidade espermática;
Danazol (*angioedema): atrofia testicular e alterações na maturação dos espermatozoides;
Finasterida (*tratamento de calvície): alterações na produção dos espermatozoides;
Gossipol (*anti-concepcional masculino): diminuí a motilidade espermática e ocasiona azoospermia;
Halotano (*anestésico inalatório): diminuí a motilidade espermática;
Cetoconazol (*anti-fúngico): diminuí a produção dos espermatozóide;
Anestésicos locais: diminuí a motilidade espermática;
Metadona (*tratamento anti-drogas): diminuí a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozóides;
Neurolépticos (*anti-psicóticos): diminuí concentração, vitalidade e motilidade dos espermatozoides;
Niridazole (*tratamento de parasitose): diminuí a produção dos espermatozóides;
Fenitoína (*anti-convulsionante): diminuí a motilidade dos espermatozóides;
Quinina (*funções antitérmicas, antimaláricas e analgésicas): diminuí a motilidade dos espermatozoides;
Espirolactona (*tratamento de hipertensão): diminuí a concentração espermática.
A maioria dessas medicação possuem um efeito reversível. Algumas medicações também estão relacionadas a impotência (falha de ereção), ejaculação retrógrada, inibição da ejaculação, priapismo (não retorno do pênis ao estado frágil), orgasmos espontâneos e diminuição ou perda da libido.
3.) Radioterápicos e quimioterápicos:
O efeito negativo da radioterapia está sobre células jovens de espermatozóides ou seja aquelas células que são precursoras dos espermatozóides, que formarão eles. Aparentemente as células de Leydig que produzem a testosterona estariam protegidas deste efeito.
Os efeitos negativos da quimioterapia dependerá da dose, duração, número e tipo das drogas utilizadas no tratamento. Alguns citostáticos que são utilizados nestes tratamentos podem gerar um efeitos negativo na produção e maturação dos espermatozoides: (busulfan/chlorambucil/cyclophosphamide/cytarabine/corticoteroides/doxorubicine/methotrexate/nitrogen mustard/procarbazine/vinblastine/vincristine) e as combinações: ABVD (doxorubicin/bleomycin/vinblastine/dacarbazine), CDDP (vinblastine/bleomycin/cisplatin), MOPP (nitrogen mustard/vincristine/prednisolone/procarbazine) e MVPP (nitrogen mustard/vinblastine/prednisolone/procarbazine).
A indicação do congelamento seminal para a preservação da fertilidade é realizada para estes pacientes, antes do início das medicações, visto que o estado de produção dos espermatozoides pode diminuir ou parar, deixando este homem infértil ou estéril.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Nidação: O que aumenta as chances de implantação do embrião
A implantação do embrião (nidação) é um momento crucial nas tentativas para engravidar. Responsável por 70% das perdas ovulares, é necessário que esse momento tenha todo o suporte necessário afim de aumentar com eficiência as chances de implantação do embrião.
Algumas vitaminas e minerais são essenciais para garantir a implantação do o embrião seja nas tentativas naturais ou mesmo nos processos de reprodução assistida como Inseminação Artificial e Fertilização in vitro.
Castanha do Pará – Selênio ajuda a implantar o embrião no útero
Rica em selênio ajuda a evitar abortos espontâneos e contribui para o sucesso da nidação.
Sugere-se comer 5-6 Castanhas do pará todos os dias após a ovulação ou a transferência de embriões.
Ferro – Garantir a saúde para aumentar as chances implantação do embrião
O consumo de alimentos ricos em ferro aumenta a qualidade do sangue e ajuda a evitar aborto espontâneo
Alimentos ricos em ferro :
Beterrabas, figos
Feijão e Hummus
Legumes verdes frondosos: couve, brócolis e espinafre
Aveia
Consumir um suco de beterraba, couve e limão dá o suporte necessária ferro para que a nidação seja bem sucedida.
Bromelina ajuda na vascularização do útero e contribui para o sucesso da nidação
Reduz a inflamação no corpo, inclusive no útero, ajudando mulheres que sofram com esse problema.
É também um diluente do sangue e produz ação similar a do AAS Infantil.
Quanto mais vascularizado for o útero melhor será o aproveitamento da progesterona enviada.
É importante no entanto que não se consuma abacaxi por muito tempo após a ovulação. A bromelina em grandes quantidades no organismo pode afinar o colo do útero e promover contrações uterinas. O seguro é comer o abacaxi apenas na primeira semana, ideal por 5 dias pós ovulação e nunca mais que isso.
L -Arginina para ajudar na implantação do embrião
Alguns especialistas garantem que a L- Arginina pode ajudar na implantação do embrião. 500 mg por dia de L- Arginina é a dose indicada para aumentar o sucesso da implantação do embrião.
A L-Arginina melhora o fluxo sanguíneo e a circulação para o útero. Tem sido utilizada com sucesso para engrossar o endométrio, auxiliando na implantação do embrião e assim aumentando as chances de sucesso da gravidez.
A L-Arginina é também útil para aumentar a qualidade dos óvulos, aumentando o fluxo de sangue para os ovários. Devido a isso, sugere-se a L-arginina para mulheres que já tiveram ciclos anovulatórios em decorrência do endométrio inadequado ou fino.
Alguns médicos recomendam a L-Arginina para mulheres com reserva ovariana diminuída ou que não responderam bem a indução de ovulação.
A L-arginina pode ser obtida a partir de alimentos e suplementos. Os alimentos que contêm L-arginina incluem (lentilhas e feijão), produtos de origem animal (ovos, carnes e produtos lácteos) e nozes (amendoim e nozes). Também pode ser comprado em forma de suplemento em farmácias e lojas de produtos naturais.
Qual a dose recomendada de L-Arginina para ajudar na implantação?
30 gramas dia de extrato seco ou 500mg diárias em cápsulas.
Zinco para engravidar e ajudar na implantação do embrião
O zinco é importante para implantação do embrião mas também para diversos outros processos do ciclo menstrual e da fertilidade da mulher
Ele atua diretamente :
-Na Produção dos óvulos: o corpo de uma mulher precisa de uma certa quantidade de zinco para produzir óvulos maduros.
-Para Manter os níveis adequados de líquido folicular: sem fluido suficiente nos folículos, um óvulo não pode seguir através das trompas de Falópio e chegar no útero para implantação.
-Na Regulação hormonal: o zinco é apenas um dos minerais que o corpo usa para manter níveis hormonais (como estrogênio, progesterona e testosterona) estáveis ao longo de todo o ciclo menstrual. É especialmente importante durante a ovulação e implantação do embrião. o zinco contribui para implantação do embrião e age na prevenção de abortos prematuros.
Omega 3 Óleos de peixe para aumentar a fertilidade
Óleos de peixe de alta resistência ajudam na “qualidade” do sangue no útero e contribuem para fluidificação da membrana que reveste o óvulo.
A membrana que encobre o óvulo e posteriormente o zigoto, deve ser resistente para protege-lo dos impactos durante o seu percurso, mas também deve ser maleável para permitir que o embrião não encontre dificuldades para sair dessa membrana no momento de iniciar a nidação.
Comer gelatina, physalis ou Juá, beber água de coco e comer algas marinhas ou utilizar pó de Kelp também ajuda na implantação do embrião. As mulheres com descontroles advindos da tireoide devem consultar um endocrinologista antes de utilizarem o pó de kelp.
Aliado a tudo isso é importante não esquecer de manter o corpo sempre bem hidratado. A água é essencial para todo o ciclo menstrual e principalmente para o suporte a implantação.
O que evitar na fase de implantação do embrião
Quanto mais vascularizado for o útero melhor será o aproveitamento da progesterona enviada.
É importante no entanto que não se consuma abacaxi por muito tempo após a ovulação. A bromelina em grandes quantidades no organismo pode afinar o colo do útero e promover contrações uterinas. O seguro é comer o abacaxi apenas na primeira semana, ideal por 5 dias pós ovulação e nunca mais que isso.
L -Arginina para ajudar na implantação do embrião
Alguns especialistas garantem que a L- Arginina pode ajudar na implantação do embrião. 500 mg por dia de L- Arginina é a dose indicada para aumentar o sucesso da implantação do embrião.
A L-Arginina melhora o fluxo sanguíneo e a circulação para o útero. Tem sido utilizada com sucesso para engrossar o endométrio, auxiliando na implantação do embrião e assim aumentando as chances de sucesso da gravidez.
A L-Arginina é também útil para aumentar a qualidade dos óvulos, aumentando o fluxo de sangue para os ovários. Devido a isso, sugere-se a L-arginina para mulheres que já tiveram ciclos anovulatórios em decorrência do endométrio inadequado ou fino.
Alguns médicos recomendam a L-Arginina para mulheres com reserva ovariana diminuída ou que não responderam bem a indução de ovulação.
A L-arginina pode ser obtida a partir de alimentos e suplementos. Os alimentos que contêm L-arginina incluem (lentilhas e feijão), produtos de origem animal (ovos, carnes e produtos lácteos) e nozes (amendoim e nozes). Também pode ser comprado em forma de suplemento em farmácias e lojas de produtos naturais.
Qual a dose recomendada de L-Arginina para ajudar na implantação?
30 gramas dia de extrato seco ou 500mg diárias em cápsulas.
Zinco para engravidar e ajudar na implantação do embrião
O zinco é importante para implantação do embrião mas também para diversos outros processos do ciclo menstrual e da fertilidade da mulher
Ele atua diretamente :
-Na Produção dos óvulos: o corpo de uma mulher precisa de uma certa quantidade de zinco para produzir óvulos maduros.
-Para Manter os níveis adequados de líquido folicular: sem fluido suficiente nos folículos, um óvulo não pode seguir através das trompas de Falópio e chegar no útero para implantação.
-Na Regulação hormonal: o zinco é apenas um dos minerais que o corpo usa para manter níveis hormonais (como estrogênio, progesterona e testosterona) estáveis ao longo de todo o ciclo menstrual. É especialmente importante durante a ovulação e implantação do embrião. o zinco contribui para implantação do embrião e age na prevenção de abortos prematuros.
Omega 3 Óleos de peixe para aumentar a fertilidade
Óleos de peixe de alta resistência ajudam na “qualidade” do sangue no útero e contribuem para fluidificação da membrana que reveste o óvulo.
A membrana que encobre o óvulo e posteriormente o zigoto, deve ser resistente para protege-lo dos impactos durante o seu percurso, mas também deve ser maleável para permitir que o embrião não encontre dificuldades para sair dessa membrana no momento de iniciar a nidação.
Comer gelatina, physalis ou Juá, beber água de coco e comer algas marinhas ou utilizar pó de Kelp também ajuda na implantação do embrião. As mulheres com descontroles advindos da tireoide devem consultar um endocrinologista antes de utilizarem o pó de kelp.
Aliado a tudo isso é importante não esquecer de manter o corpo sempre bem hidratado. A água é essencial para todo o ciclo menstrual e principalmente para o suporte a implantação.
O que evitar na fase de implantação do embrião
Para aumentar as chances de sucesso da nidação, o ideal é evitar principalmente Café, álcool, gordura, açúcar, carne vermelha, embutidos, enlatados, alimentos processados e glúten.
A trombofilia e a implantação do embrião
Mulheres portadoras de trombofilia podem encontrar problemas no momento da implantação do embrião e logo nas primeiras semanas de gravidez.
Para essas mulheres em especial, alimentos ricos em vitamina K devem ser evitados.
Os alimentos como brócolis, couve-de-Bruxelas, espinafre, acelga, alface, pepino, couve-flor, cebolinha, manjericão.
Mulheres que não sejam portadoras de trombofilia podem ingerir os alimentos citados com moderação.
A melhor forma do organismo absorver e metabolizar as vitaminas e minerais é através da alimentação . Dê prioridade a sua alimentação e uma vida saudável.
A nidação é um momento delicado e cercado de muitas dúvidas e incertezas. Muito já se conhece e sabe a respeito desse momento tão importante para o sucesso da gravidez, mas ainda existem muitas dúvidas a cerca da nidação , o momento de implantação do embrião no revestimento uterino materno.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Cafeína influencia formação de espermatozoides
Fonte: http://www.jn.pt/nacional/saude/interior/cafeina-influencia-formacao-de-espermatozoides-4530085.html
Uma investigação da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, indica que a cafeína pode influenciar a produção de espermatozoides, desde que em doses baixas ou moderadas.
O investigador responsável pelo estudo, Pedro Oliveira, explica tratar-se de um "estudo preliminar que não permite estabelecer as doses específicas de cafeína que um adulto deve consumir", mas também salienta que "os resultados obtidos sugerem que a ingestão de uma dose diária de cafeína, correspondente a três ou quatro cafés ou cinco ou seis chávenas de chá, parece não ter efeitos negativos sobre as células de Sertoli" e, melhor, "parece ter efeitos promotores sobre o funcionamento metabólico das células".
"Os resultados indicam que a cafeína altera o metabolismo das células de Sertoli, as quais apoiam o desenvolvimento dos espermatozoides", explica igualmente Pedro Oliveira, citado em nota de imprensa enviada pela UBI.
Em resumo, embora seja necessário o desenvolvimento de "mais estudos para esclarecer a dose de cafeína que pode ser benéfica ou prejudicial para a função das células de Sertoli, os resultados sugerem que o consumo moderado parece seguro para a saúde reprodutiva masculina e promove condições para o desenvolvimento e sobrevivência dos espermatozoides", acrescenta.
Uma investigação da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, indica que a cafeína pode influenciar a produção de espermatozoides, desde que em doses baixas ou moderadas.
O investigador responsável pelo estudo, Pedro Oliveira, explica tratar-se de um "estudo preliminar que não permite estabelecer as doses específicas de cafeína que um adulto deve consumir", mas também salienta que "os resultados obtidos sugerem que a ingestão de uma dose diária de cafeína, correspondente a três ou quatro cafés ou cinco ou seis chávenas de chá, parece não ter efeitos negativos sobre as células de Sertoli" e, melhor, "parece ter efeitos promotores sobre o funcionamento metabólico das células".
"Os resultados indicam que a cafeína altera o metabolismo das células de Sertoli, as quais apoiam o desenvolvimento dos espermatozoides", explica igualmente Pedro Oliveira, citado em nota de imprensa enviada pela UBI.
Em resumo, embora seja necessário o desenvolvimento de "mais estudos para esclarecer a dose de cafeína que pode ser benéfica ou prejudicial para a função das células de Sertoli, os resultados sugerem que o consumo moderado parece seguro para a saúde reprodutiva masculina e promove condições para o desenvolvimento e sobrevivência dos espermatozoides", acrescenta.
A nota adianta que a investigação está a ser levada a cabo
no Centro de Investigação em Ciências da Saúde da UBI e que foi recentemente
publicada na revista cientifica Toxicology.
Segundo o referido estudo, "em doses baixas ou
moderadas, o composto provoca que estas células produzam lactato, um elemento
essencial para a espermatogénese acontecer".
"No entanto, quando a quantidade de cafeína é muito
elevada, o efeito pode ser o contrário por uma oxidação maior das
células".
A informação também aponta que a investigação foi realizada
in vitro com células de Sertoli humanas provenientes de biopsias testiculares.
"Os investigadores aplicaram a estas células três doses
diferentes de cafeína para imitar as concentrações observadas em consumidores
pontuais, moderados e compulsivos de bebidas ricas em cafeína, tais como café,
chá verde e chá preto", está especificado.
Os cientistas julgam que estas experiências são um bom
modelo para compreender o que realmente acontece no corpo, considerando que as
células de Sertoli são essenciais para a fertilidade masculina, já que definem
a quantidade de espermatozóides que se formarão.
Deste modo, e considerando que "há outros alimentos e
bebidas que contêm uma boa dose de cafeína, tais como cacau e alguns refrigerantes
de cola, e que os resultados também indicam que doses elevadas deste composto
interferem com o funcionamento das células, conduzindo a uma deterioração da
fertilidade masculina", os cientistas acham relevante continuar-se a
estudar os efeitos de outras doses de cafeína.
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