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domingo, 13 de janeiro de 2019
Não pergunte
Não pergunte absolutamente nada a uma mãe sobre a amamentação. Essa foi a resposta que 80% das mães deram na nossa enquete. Amamentação é como sexo, assunto privado! 🤫
Se a mãe quiser falar sobre isso, ela irá puxar o assunto com você. Acredite: uma mãe cheia de leite e amamentando exclusivamente QUER falar sobre isso e nesse caso ela vai dar um jeito de iniciar o assunto, como você poderá observar.
Já a mãe que não amamentou ela já tem as angústias, medos e culpas dela. Por isso, ela NÃO quer ouvir nada!
👉Já se estressou o suficiente com o peito saindo sangue, empedrando, buscando ajuda no banco de leite, com a consultora de amamentação e o último assunto que ela quer falar é amamentação. ⠀Sim, ela já sabe que o leite materno é o melhor, já tentou melhorar a pega, já colocou o bebê pra sugar mais e sabe que quanto mais sucção mais leite.
❤️Não pergunte.
Algumas mães são super resolvidas com a mamadeira também, mas nesse caso, se ela quiser, ela irá tocar no assunto. Muitas mães relataram que têm vergonha de dar mamadeira a seus bebês na rua? E sabe a razão? Nosso olhar de julgamento.😱 Então vamos sempre olhar com amor. E vocês mães que dão mamadeira, perdoem nosso olhar e deem suas mamadeiras em qualquer lugar, assim uma vai ajudando a outra. 👉Já pensou que essa mãe que pode até ser sua MELHOR amiga pode não estar amamentando porque tem AIDS por exemplo? É, ninguém pensa nisso.⠀⠀👉 Ou aquela mãe de recém-nascido que você vê dando a mamadeira pode simplesmente estar fazendo quimioterapia e por isso, mesmo jorrando leite teve que interromper a amamentação porque nesse caso, a fórmula era bem mais saudável que o leite da mãe cheio de quimioterapia? ⠀ Essa mãe já está dilacerada pelo câncer, por não poder amamentar. Ela não precisa do seu julgamento.
Cada um sabe sua dor. Não aumente essa dor.
Você não é Deus pra saber o que tem ali dentro. Não sabe os abusos que cada uma já sofreu. Vamos nos libertar dos preconceitos 🤗
Quer fazer a diferença? Ofereça de cuidar do bebê pra essa mãe tirar uma longa soneca!
Não está disposta a ajudar dessa forma? Fique calada, já é uma grande ajuda 🤗 .
Fonte: @bebedorminhoco e repostado por: @papodemaes_ .
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Um mês... De fome.
A dura realidade da amamentação por aqui
E na maternidade tentaram colocar o bebe para pegar o peito
na 1ª hora. Não deu certo, a posição não ajudou muito e ele não pegou. Mas
algum tempo depois tentamos novamente e foi sucesso. Alias as 24h (sim, eu só
fiquei 24h no hospital) que fiquei no hospital a amamentação foi excelente.
Chegando em casa começou a saga. O bebê não acordava por
nada do mundo. Fiquei preocupada com a tal da hipoglicemia. Foi um caos, marido
estressado porque o bebe não comia, a minha mãe dizendo que o menino tinha
alguma coisa errada. Sai direto de volta a maternidade para ir ao banco de
leite. Chegando lá, mal fui atendida. Acabou que eu mesma consegui colocar o
bebê para pegar o peito. Briguei muito com meu marido e com a minha mãe. Que
eles parassem de me estressar que tudo estava bem, era só questão de ter calma.
No dia seguinte a mesma coisa, nada do menino acordar. Maior
dificuldade para ele pegar o peito, ele só queria saber de dormir e de chorar
desesperadamente. Pensei em dar formula para complementar, a pediatra neonatal
tinha recomendado dar 30ml de complementação se houvesse necessidade. Eu tentei
dar na colher dosadora.
No dia seguinte, chamei uma consultora de amamentação em
casa. Expliquei para ela que tinha feito redução de mama que estava com receito
de atrapalhar a amamentação. Ela ensinou a fazer relactação com uma sonda disse
que assim ia estimulando a mama, isso esporadicamente, em caso de precisar dar formula, porque segundo ela, a meta era ficar só no leite materno. Ela também ensinou uma posição com ele sentado,
disse que devido as minhas mamas serem grandes, talvez fosse melhor nessa
posição para ele pegar mais fácil. Ela viu
que não adiantava mexer nele, nem tirar a roupa, nada... ele não acordava. Então, ela recomendou
que desse banho para acordar ele. Assim, Gabriel passou a “tomar banho” com água
a cada 3h. A consultora também ensinou a fazer o ninho no berço. E a fazer a tipóia
para levantar o peito e ajudar na posição da amamentação.
Eu tinha marcado a primeira consulta com o pediatra para ser
com 10 dias, acabei adiantando devido ao desespero e a primeira consulta do
Gabriel foi em pleno feriado do 7 de setembro, com sete dias. Ele havia perdido
o peso normal que era esperado perder, 10%. O pediatra disse para ir novamente
ao banco de leite e continuar tentando amamentar. A outra consulta foi marcada
com 15 dias.
Fomos ao banco de leite. A enfermeira de lá disse para não
dar formula, que o leite materno era suficiente. Mas eu expliquei que havia
feito cirurgia nas mamas, que o bebê SÓ chorava, que havia algo muito estranho.
Ela insistiu que não precisava dar formula, que eu tinha leite que era para
insistir em só dar o peito. Sai de lá com a esperança que eu ia conseguir
amamentar sim.
Foram 15 dias extremamente estressantes. Gabriel chorava 24h
por dia e era um choro desesperado. Nada acalmava ele. Eu colocava no peito,
ele dormia. Não sei se dormia pelo aconchego ou pelo cansaço de tanto chorar.
Voltamos ao pediatra. Gabriel havia perdido ainda mais peso e nessa altura, ele
já devia começar a ganhar. Além não ter ganho, ele havia perdido. Seu peso não
chegava nem a entrar na curva do gráfico. Novamente, o pediatra recomendou ir ao banco
de leite.
Voltamos extremamente tristes para casa. Meu marido insistiu
para começar a dar formula, demos uma vez a mamadeira, Gabriel, pela primeira
vez parecia saciado, dormindo tranqüilo, mas eu disse que no banco de leite tinham
dito que não era para dar formula que era para dar exclusivamente só o peito.
Tentei chamar novamente a consultora de amamentação em casa,
ela não tinha horário disponível, só na outra semana. Desisti e fui novamente
ao banco de leite. A enfermeira simplesmente não acreditou quando eu disse que
Gabriel não tomava mamadeira, só tinha tomado uma única vez no dia anterior.
Ela ficou agindo como se não acreditasse em nada do que eu dizia. Ficou
insistindo que não era para dar mamadeira, que era para ficar exclusivamente no
peito. A enfermeira do banco de leite ensinou pela milionésima vez como fazer a
pega (coisa que eu já estava cansada de saber), também repassou todas as
posições possíveis (coisa que eu também já sabia de co). Voltei para casa, tudo
continuava igual, Gabriel chorando desesperadamente, mas resolvi tentar tudo de
todas as formas possíveis, talvez eu estivesse fazendo algo errado. Passei o
dia seguinte tentando de tudo. Nada. Tudo igual. Choro desesperado. Será que
meu bebê tinha algum problema sério? =(
No dia seguinte, voltei novamente ao banco de leite, estava
disposta a sair dali com alguma solução. . Estava claro que havia algo muito,
muito errado. E eu precisava descobrir o que era.
Gabriel parecia um mero boneco, devo ter tirado e colocado
ele do peito umas trinta vezes para “treinar” a pega na frente da enfermeira. Afinal,
ela dizia que tudo era uma questão de fazer “direito”. Fiquei com pena do
Gabriel, mas eu precisava descobrir o que estava fazendo errado. Aparentemente,
eu não estava fazendo nada errado, mas porque ele não parava de chorar? Sai do
banco de leite, me sentindo a pior mãe do mundo. Lagrimas caiam dos meus olhos.
Eu não conseguia encontrar onde estava errando. Meu filho estava perdendo cada
vez mais peso, ele estava muito magrinho, daquele jeito que a pessoa fica só
pele e osso, tava dando dó de olhar para ele. Ele chorava desesperadamente 24h
por dia.
Resolvi tirar leite com uma bomba elétrica e dar para ele.
Porque se fosse problema de pega, pelo menos ele não deixaria de comer. Passei
trinta minutos com a bomba em cada peito, no total de uma hora. Sabe quantos ml
consegui tirar? 10ml... Isso no TOTAL das DUAS MAMAS depois de UMA HORA COM A
DESMAMADEIRA ELETRICA. Depois de QUASE UM MÊS com o bebê pendurado no peito ESTIMULANDO
A PRODUÇÃO e TOMANDO MEDICAÇÃO para ver se ajudava na produção também. Não
acreditei no que estava vendo. 10ml.
Com os olhos cheios de lágrima, peguei a lata de formula e a
sonda. E decretei que meu filho não passaria mais fome. Estava confirmado que
ele estava passando fome, por isso chorava tão desesperadamente. Por isso ele
estava perdendo peso. Estava claro que a cirurgia de redução de mama TINHA SIM
prejudicado a produção de leite materno.
E assim começamos a introduzir a formula. Na sonda, ainda na
esperança de conseguir dar um up na produção de leite materno. Mas dar na
sonda, era muito trabalhoso. Tinha que ficar trocando a sonda, tinha que
escaldar tudo. Tentamos também na colher dosadora. Foi pior ainda. Ele não
tomava, mais caia fora do que dentro da boca dele. Fomos insistindo. Tentei
outras diversas vezes tirar leite do peito, inclusive de madrugada, que dizem
que é o horário de pico. Nada. Saia os mesmos 10mL.
Voltamos ao pediatra e contamos o que havia acontecido. Ele
prescreveu outra formula. E disse para dar na mamadeira mesmo. Perguntei a ele
sobre a tal confusão de bico que poderia acontecer por usar a mamadeira. Ele
explicou sobre a culpa materna e a maternidade real. De fato, por mais que eu
tivesse introduzido a formula, por mais que eu tivesse passado a gravidez
inteira refletindo sobre a possibilidade disto acontecer, eu ainda não tinha
aceitado que não iria amamentar. Combinamos então, que eu intercalaria a
amamentação com a fórmula.
Com a introdução da formula na mamadeira, Gabriel passou a
recuperar o peso. Transformou-se em outro bebê. Um bebê calmo que não chorava
mais, inclusive, começou a sorrir. Também ficamos menos estressados, pois a logística
da mamadeira era mais fácil do que na colher dosadora. Não derramava tudo.
Porém, com o passar do tempo, estava cada vez mais difícil colocar
ele no peito. Ele não queria. Empurrava, esperneava, fazia tudo para não ir ao
peito. =( E, lógico, cada vez eu ficava mais triste com isso. Meu bebê
rejeitava meu peito. Meu bebê me rejeitava. Meu coração estava aos pedaços. Era
a confusão de bico, enfim, ela tinha chegado.
Mas eu tinha que aceitar, eu já tinha tentado de tudo e não
conseguia ter leite suficiente para poder dispensar a formula. Tinha que
aceitar que a mamadeira era uma aliada e não uma inimiga. Mas e toda a lavagem
cerebral sobre aleitamento materno? Aqui que entra a parte da culpa materna e a
maternidade REAL. Maternidade não é um mar de flores, muitas vezes somos
obrigados a aceitar coisas pelo bem estar do nosso filho. Infelizmente a
hipocrisia reina e nem todos entendem que existem casos em que a formula é a
solução.
Qual o melhor dos dois, mamar no peito ou mamadeira? O melhor, é
um bebê alimentado!
Não pergunte se ele mama. Não critique. Simplesmente, não pergunte.
Bora ser feliz de mamadeira.
E os planos se foram
Há seis anos, eu tinha planos de fazer milhares de postagens
sobre maternidade. Ficava sonhando, imaginando como tudo seria e tal. Tinha
milhares de teorias sobre educação, criação, maternidade em geral...
Mas o mundo não é tão cor de rosa. E eu vivi alguns dos
piores anos da vida até chegar a maternidade. Aquela animação toda que eu tinha
de pesquisar sobre o assunto e falar sobre os meus devaneios? Sumiu. Talvez por
ter sofrido muitos tapas na cara, não quero discutir. Sempre haverá as pessoas
que vivem no mundo perfeitinho delas para vir criticar e mostrar como a vidinha
delas é um exemplo a ser seguido.
Eu não sou do tipo que simplesmente abaixa a cabeça para
todas as opiniões. Eu tento argumentar, aí é que mora o perigo. Pois a maioria
das pessoas não sabe ter uma conversa civilizada com pessoas de opinião
contrária. E eu estou tão sem paciência...
Ainda não sei o que irei fazer, tenho alguns assuntos que
queria tratar aqui. E, ao mesmo tempo que não quero conversar, eu também quero
muito conversar. Sim, conversar. Porque escrever no blog é como uma conversa
que faço com vocês embora nem sempre tenha alguma resposta...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
O parto
Fizemos os ajustes de horário na medicação anticoagulante. Agora era só questão de esperar chegar sexta a noite para irmos nos internar.
O hospital que iriamos seria o hospital em que estivemos em 2015... Quando engravidei a primeira vez e fui para emergência com sangramento.. onde a plantonista me atendeu no corredor do hospital e disse que eu estava abortando, sem estar. Tentei não pensar muito nisso. Torcer que não entrasse em trabalho de parto inesperadamente e tivesse que ser atendida por plantonista. Torcer que tudo fosse programadinho seguindo os conformes onde iriamos direto para ala de internamento para partos eletivos.
Sexta a tarde o hospital me telefona para confirmar o horário do parto e dar algumas instruções. Perguntaram se eu já tinha autorizado a guia de internação do parto. Eu disse que não, pois a obstetra tinha dito que isso a gente autorizava lá na hora. Massss o hospital mandou que eu levasse a guia já autorizada. Então eu tive que sair sexta a tarde, nas vésperas, para resolver isso. Por sorte, consegui resolver em apenas 30 min. Ser prioritária e estar com um barrigão de nove meses ajuda muito nessas horas.
A tarde terminei os últimos ajustes na mala da maternidade e, por volta de meia noite, partimos para fazer o internamento.
Me orientaram a ir diretamente para o setor de internamento, no 2º andar. Assim fizemos e por volta de uma e meia da manhã finalmente estávamos no quarto. Me entregaram um sabonete e disseram para tomar um banho do pescoço para baixo com ele, estar pronta as 6h da manhã.
Acordei as 5h, banhei, troquei de roupa para a batinha do hospital e fiquei aguardando. Estava marcado para as 7h, mas o tempo foi passando e nada... Ficamos assistindo o Chaves.
A obstetra deu uma passada no quarto para avisar que tudo estava atrasado. Não havia sala livre.
Depois o anestesista também deu uma passada no quarto para fazer aquela entrevista pre anestésica onde ele pergunta o histórico médico e etc. Aproveitei para perguntar se a raqui era parecido com aquele exame que faz para meningite. Ele disse que a agulha da raqui era menor. Então, fiquei mais tranquila.
Quando deu 9h, finalmente fui levada para o setor cirúrgico.
Na entrada do centro cirúrgico me pediram uns papeis do meu pre natal. Marido teve que retornar ao quarto para buscar. Enquanto aguardava liberarem a sala de cirurgia e o meu marido voltar, fiquei deitada na maca no corredor em frente as salas.
Fiquei observando outros casais. Havia um pai acompanhando uma fotografa. Fiquei lembrando que eu queria ter contratado uma fotografa para o parto, mas que devido ao estresse das ultimas semanas, acabei nem indo atrás disso. Bateu um pouquinho de tristeza. Meu marido estava demorando muito a retornar e eu comecei a ficar preocupada se ele chegaria a tempo. Será que ele havia desistido de assistir ao parto?
No corredor, estava a obstetra, a neonatologista, o anestesista e outro médico que não sei o que era.
Não lembro quem conversou comigo, foi mais de uma pessoa que me perguntou várias coisas a respeito da gravidez e do meu histórico médico. Por força do hábito quando me perguntaram se era meu primeiro filho, eu disse "sim" (geralmente, eu evito falar do guerreirinho para não gerar perguntas chatas). Mas depois perguntaram se eu já havia tido alguma perda gestacional e eu também disse "sim". A pessoa imediatamente me corrigiu "então essa é a sua segunda gravidez. Seu segundo filho." Achei uma ironia da vida, a unica ocasião que alguém reconheceu a existência do guerreirinho e que eu já fui mãe antes, foi na porta da sala de parto da maternidade no final de outra gravidez.
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O hospital que iriamos seria o hospital em que estivemos em 2015... Quando engravidei a primeira vez e fui para emergência com sangramento.. onde a plantonista me atendeu no corredor do hospital e disse que eu estava abortando, sem estar. Tentei não pensar muito nisso. Torcer que não entrasse em trabalho de parto inesperadamente e tivesse que ser atendida por plantonista. Torcer que tudo fosse programadinho seguindo os conformes onde iriamos direto para ala de internamento para partos eletivos.
Sexta a tarde o hospital me telefona para confirmar o horário do parto e dar algumas instruções. Perguntaram se eu já tinha autorizado a guia de internação do parto. Eu disse que não, pois a obstetra tinha dito que isso a gente autorizava lá na hora. Massss o hospital mandou que eu levasse a guia já autorizada. Então eu tive que sair sexta a tarde, nas vésperas, para resolver isso. Por sorte, consegui resolver em apenas 30 min. Ser prioritária e estar com um barrigão de nove meses ajuda muito nessas horas.
A tarde terminei os últimos ajustes na mala da maternidade e, por volta de meia noite, partimos para fazer o internamento.
Me orientaram a ir diretamente para o setor de internamento, no 2º andar. Assim fizemos e por volta de uma e meia da manhã finalmente estávamos no quarto. Me entregaram um sabonete e disseram para tomar um banho do pescoço para baixo com ele, estar pronta as 6h da manhã.
Acordei as 5h, banhei, troquei de roupa para a batinha do hospital e fiquei aguardando. Estava marcado para as 7h, mas o tempo foi passando e nada... Ficamos assistindo o Chaves.
A obstetra deu uma passada no quarto para avisar que tudo estava atrasado. Não havia sala livre.
Depois o anestesista também deu uma passada no quarto para fazer aquela entrevista pre anestésica onde ele pergunta o histórico médico e etc. Aproveitei para perguntar se a raqui era parecido com aquele exame que faz para meningite. Ele disse que a agulha da raqui era menor. Então, fiquei mais tranquila.
Quando deu 9h, finalmente fui levada para o setor cirúrgico.
Na entrada do centro cirúrgico me pediram uns papeis do meu pre natal. Marido teve que retornar ao quarto para buscar. Enquanto aguardava liberarem a sala de cirurgia e o meu marido voltar, fiquei deitada na maca no corredor em frente as salas.
Fiquei observando outros casais. Havia um pai acompanhando uma fotografa. Fiquei lembrando que eu queria ter contratado uma fotografa para o parto, mas que devido ao estresse das ultimas semanas, acabei nem indo atrás disso. Bateu um pouquinho de tristeza. Meu marido estava demorando muito a retornar e eu comecei a ficar preocupada se ele chegaria a tempo. Será que ele havia desistido de assistir ao parto?
No corredor, estava a obstetra, a neonatologista, o anestesista e outro médico que não sei o que era.
Não lembro quem conversou comigo, foi mais de uma pessoa que me perguntou várias coisas a respeito da gravidez e do meu histórico médico. Por força do hábito quando me perguntaram se era meu primeiro filho, eu disse "sim" (geralmente, eu evito falar do guerreirinho para não gerar perguntas chatas). Mas depois perguntaram se eu já havia tido alguma perda gestacional e eu também disse "sim". A pessoa imediatamente me corrigiu "então essa é a sua segunda gravidez. Seu segundo filho." Achei uma ironia da vida, a unica ocasião que alguém reconheceu a existência do guerreirinho e que eu já fui mãe antes, foi na porta da sala de parto da maternidade no final de outra gravidez.
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::O PARTO::
Para aplicar a anestesia eu precisava ficar curvada. Tentei o máximo que conseguia... A obstetra tentou ajudar e me abraçou para tentar forçar que eu me curvasse mais. Mas logo ela percebeu que era uma missão impossível, a barriga não permitia que me curvasse mais do que já estava curvada.
Enfim aplicaram a anestesia, doeu um pouco. Mas realmente nem se compara a dor do exame para meningite que eu fiz na adolescência. Doeu muito menos e foi bem rápido.
Pouco depois meu marido apareceu. E o anestesista colocou ele sentado numa cadeira perto de mim.
Lembro de estar conversando com o anestesista, eu estava sentindo eles mexerem na minha barriga, mas eu jurava que eles ainda estavam ajeitando para começar tudo... Lembro de perguntar para ele se ele tinha certeza que a anestesia estava fazendo mesmo efeito... Não demorou cinco minutos e escuto a obstetra falando "nasceu".
Não consegui acreditar. Como assim "nasceu"??? A gente ainda nem começou...
Me mostraram o Gabriel. Uma lagrima solitária caiu do meu olho.
Colocaram ele pertinho de mim. Bateram fotos. Massss de repente eu comecei a sentir falta de ar. Não conseguia respirar. Tiraram ele. Eu melhorei, colocaram novamente. A falta de ar voltou... Tiraram ele. O anestesista disse que estava dando uma medicação para enjoo. A falta de ar era enjoo, era efeito da anestesia.
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Para aplicar a anestesia eu precisava ficar curvada. Tentei o máximo que conseguia... A obstetra tentou ajudar e me abraçou para tentar forçar que eu me curvasse mais. Mas logo ela percebeu que era uma missão impossível, a barriga não permitia que me curvasse mais do que já estava curvada.
Enfim aplicaram a anestesia, doeu um pouco. Mas realmente nem se compara a dor do exame para meningite que eu fiz na adolescência. Doeu muito menos e foi bem rápido.
Pouco depois meu marido apareceu. E o anestesista colocou ele sentado numa cadeira perto de mim.
Lembro de estar conversando com o anestesista, eu estava sentindo eles mexerem na minha barriga, mas eu jurava que eles ainda estavam ajeitando para começar tudo... Lembro de perguntar para ele se ele tinha certeza que a anestesia estava fazendo mesmo efeito... Não demorou cinco minutos e escuto a obstetra falando "nasceu".
Não consegui acreditar. Como assim "nasceu"??? A gente ainda nem começou...
Me mostraram o Gabriel. Uma lagrima solitária caiu do meu olho.
Colocaram ele pertinho de mim. Bateram fotos. Massss de repente eu comecei a sentir falta de ar. Não conseguia respirar. Tiraram ele. Eu melhorei, colocaram novamente. A falta de ar voltou... Tiraram ele. O anestesista disse que estava dando uma medicação para enjoo. A falta de ar era enjoo, era efeito da anestesia.
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Obs. Post liberado em atraso, referente à Setembro 2018
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018
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